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	<title>Arquivo de empreendedorismo - Sara Matos</title>
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	<title>Arquivo de empreendedorismo - Sara Matos</title>
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		<title>Felicidade, dinheiro e capitalismo consciente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sara Matos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Nov 2016 13:31:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Escrevi semana passada sobre propósito e negócios, afirmando que próspero é aquele que encontrou um propósito e fez dele um negócio. Hoje, eu entendo isso não só com a mente, mas com o corpo todo, afinal sou a prova viva que é possível ser feliz fazendo o que se ama e ganhando dinheiro honesto com&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div>Escrevi semana passada sobre propósito e negócios, afirmando que próspero é aquele que encontrou um propósito e fez dele um negócio. Hoje, eu entendo isso não só com a mente, mas com o corpo todo, afinal sou a prova viva que é possível ser feliz fazendo o que se ama e ganhando dinheiro honesto com isso. Mas nem sempre foi assim… Até alguns meses atrás eu me “chicoteava” internamente com esse sentimento porque me perguntava se eu não estava “colocando preço na minha paixão de vida”. Vou contar um pouco sobre meu caminhar nesse assunto dinheiro, felicidade e capitalismo consciente.</div>
<p><span id="more-313"></span></p>
<div>Quando pensava em dinheiro, a primeira ideia que me vinha a mente era: ele proporciona bem-estar afinal podemos adquirir bens e serviços que tornam nossa vida mais confortável, mas também é a causa de tantos males no mundo. Enxergamos o dinheiro como anjo e demônio ao mesmo tempo. Meio que um “mal necessário”. Talvez você também ache isso, e é um pensamento válido já que é isso que vemos o tempo todo. A mídia nos induz a isso, nossos vizinhos, todas as pessoas ao nosso redor e nós mesmos estamos o tempo todo buscando o conforto e bem-estar que o dinheiro proporciona, mas também vemos o dinheiro financiando guerras, trabalho escravo e etc. Maslow falou um pouco sobre isso quando afirmou que a base da pirâmide, a primeira necessidade do ser humano é a de sobrevivência. Dinheiro compra comida, né?! Depois, precisamos de conforto e segurança. Dinheiro também compra uma boa casa, um bom carro… Então, quanto mais adquirimos, mais seguros nos sentimos e maior é o nosso bem-estar. Depois de um tempo, passamos a acreditar que quanto mais dinheiro temos, mais felizes seremos. Parece um pensamento lógico coerente, mas não é real. Uma pesquisa feita há alguns anos atrás encontrou um dado interessante: uma vez que a renda sobre acima da linha da pobreza, mais crescimento de renda não está necessariamente associado ao aumento de bem-estar (<a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/7738768">leia aqui</a>). Ou seja, seu dinheiro e poder aquisitivo podem crescer 100% ao ano, mas seu bem-estar não acompanha esse crescimento e você não é duas vezes mais feliz só por causa disso.</div>
<div></div>
<div>Então, meu raciocínio automático era <i>&#8220;se [aumento de] dinheiro não traz [aumento de] felicidade [na mesma proporção], como é que fica a questão de eu cobrar por fazer algo que eu amo? Será que fazer algo que me faz feliz significa que estou colocando um preço na minha felicidade? Quanto vale minha felicidade?”</i> (sim, gente… sou exagerada nesse nível!). Ah, o capitalismo… Aquele sistema que corrobora a ideia de <i>”quanto mais, melhor… custe o que custar!”</i>. E se custar o amor? Vale a pena! E se custar horas ao lado da sua família? Vale a pena! E se custar um planeta todinho? Opa! Tudo vale a pena se a grana não é pequena, certo? Bom, se sua resposta para isso é “certo!”, tudo bem… mas a minha é ERRADO! Eu comecei a ter raiva de dinheiro, de capitalismo, de fazer o que eu amava e receber por isso. Ainda bem que abri os olhos bem antes de chegar na base da pirâmide de Maslow. Comecei a entrar em contato com um termo novo que, por enquanto, está sendo chamado de capitalismo consciente. A partir desse olhar de ampliação da consciência em cima do capitalismo está se chegando a conclusão que é sim possível ter lucros sem estrangular seus funcionários, seus fornecedores, a sociedade e o meio ambiente. Começa-se a entender que o lucro é um dos objetivos de uma empresa, não o principal ou até mesmo o único como se pensava (e ainda se pensa, né… vamos ser honestos!). Bom, comecei a respirar mais aliviada e ver uma luz no fim do túnel&#8230;</div>
<div></div>
<div>Toda essa conversa interna que eu tentei resumir em algumas linhas aconteceu ao longo de quase um ano. Na verdade, ela é constante e continua até hoje… Se eu rescrever esse texto daqui a mês, outros elementos serão inseridos (ou retirados!) na equação e ela ficará mais adaptada para minha vida. O fato é que se eu colocar todas essas palavras no liqüidificador e condensar mais ainda, o que sinto hoje sobre dinheiro, felicidade e capitalismo é: dinheiro não é um mal necessário… Ele é uma forma de me realizar materialmente em um mundo também material e está tudo bem com isso. Se eu quiser realmente ser feliz e próspera fazendo algo, o dinheiro vem como uma consequência disso. Sem necessidade de maximização de lucros a todo custo… Sem necessidade de extrair das pessoas e do ambiente mais do que necessito para realizar meu propósito. Entendendo meu valor, investindo no meu crescimento e no crescimento daqueles que estão ao meu redor.</div>
<div></div>
<div>Eu sou romântica. Não tenho vergonha de admitir isso. Eu abri mão de uma suposta estabilidade financeira em um emprego formal, mas que maltratava meu corpo físico porque me exigia muito mais do que eu podia dar, para viver um dia de cada vez no empreendedorismo. E estou fazendo as pazes com o dinheiro, tirando ele do lugar ruim que eu achei que ele merecia, para um lugar de “materializador de propósito”, usando ele para o bem, tanto meu quanto daqueles que me cercam.</div>
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		<title>Empresas com propósito, isso existe?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sara Matos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Oct 2016 14:13:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[mente]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedorismo]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedorismo saudável]]></category>
		<category><![CDATA[propósito]]></category>
		<category><![CDATA[propósito de vida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Outro dia, recebi uma mensagem de uma mulher contando que tinha trocado um trabalho bem pago, mas estressante, por um cargo público buscando estabilidade. Depois de um tempo, começou a perceber que a estabilidade não estava preenchendo sua vida e ela começava a pensar em ter seu próprio negócio. Me coloquei em seu lugar e&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div>Outro dia, recebi uma mensagem de uma mulher contando que tinha trocado um trabalho bem pago, mas estressante, por um cargo público buscando estabilidade. Depois de um tempo, começou a perceber que a estabilidade não estava preenchendo sua vida e ela começava a pensar em ter seu próprio negócio. Me coloquei em seu lugar e imaginei que sua primeira pergunta seria: quero fazer algo que me faça feliz e realizada e ainda possa ganhar dinheiro com isso… é possível?</div>
<p><span id="more-301"></span></p>
<div>Vou falar de cara a verdade do jeito que ela é, por isso prepare-se para o choque de realidade. Preparado? Está sentado? Então leia atentamente a próxima frase: sim, é possível! Aliás, não só é possível, como tenho visto cada vez mais pessoas fazendo o que gostam e sendo muito prósperas em suas vidas. Criar negócios a partir de um propósito e ganhar por isso é cada vez mais comum. Todo mundo ganha com isso. Você trabalha feliz, produz mais, a sociedade ganha negócios cada vez mais diversificados e a economia cresce. Ampliando a visão, sua mudança de humor (de infeliz com o que faz para satisfeito e realizado) impacta positivamente nos que te rodeiam, melhora seu ambiente e suas relações e, muitas vezes, impacta também na nossa relação com a natureza e os recursos naturais.</div>
<div></div>
<div>Por outro lado, apesar de negócios com propósito crescerem cada vez mais, também percebo que há uma pressão para achar esse propósito. Muitas vezes, essa busca gera frustração e medo de empreender. Meu conselho? Empreenda primeiro, nem que seja vendendo brigadeiro gourmet na calçada da Av. Paulista. Ninguém precisa fazer perfeito na primeira vez. Lembre-se como foi para você aprender algo pela primeira vez… Lembrou? Fazer crochê, andar de bicicleta, falar uma nova língua… Tenho certeza que você não saiu da sua primeira aula de inglês falando fluentemente, certo? Então, seja paciente e compassivo consigo mesmo e se dê a chance de ao menos tentar. Estive num Café com Empreendedoras* aqui em São Paulo e escutei uma história que ilustra o que penso e sinto. Em todos os eventos, histórias de superação são contadas pelas mulheres que estão a frente de seus negócios. No Café com Empreendedoras que participei, uma mulher falou que, aos 17 anos, criou sua primeira empresa de telemarketing, que faliu após um ano de operação. Ela voltou ao mercado de trabalho, onde permaneceu por mais dois anos, até que resolveu tentar de novo. Abriu uma nova empresa de telemarketing que funcionou num mesmo modelo de negócios por mais de 10 anos. Então, há dois anos atrás, ela decidiu buscar o seu propósito e achou. Essa busca e encontro consigo mesma a impulsionou a remodelar seu negócio e hoje ela tem uma empresa de telemarketing que é focada em auxiliar cursos de educação a captar alunos potenciais. Ela descobriu que seu propósito era levar oportunidade de educação a todos os que estivessem abertos a isso, portanto ela agora faz mapeamento de perfil de alunos, localização, condições financeiras e etc. Hoje, depois de 15 anos de atividade e de ter falido, ela gerencia uma empresa que está alinhada com seu propósito e é próspera.</div>
<div></div>
<div>Bom, se mesmo assim você achar que para iniciar algo precisa ao menos amar o que faz, sugiro um exercício simples e rápido. Mas não subestime o exercício por ele ser simples, ok? Ele é simples, mas é muito profundo ao mesmo tempo.</div>
<div></div>
<div>Passo-a-passo:</div>
<ol>
<li>Sente-se confortavelmente em uma cadeira, com um papel em branco na sua frente e lápis para escrever. Com a coluna ereta, respire profundamente algumas vezes e relaxe o corpo.</li>
<li>Num intervalo de 5 a 10 minutos, escreva de 10 a 20 coisas que você faz e te dão prazer. Não julgue, não recrimine, só escreva aquilo que, depois de feito, te dá alegria. Ao finalizar, leia a lista e lembre-se de momentos que você fez aquilo e ficou muito feliz. Deixe essa alegria tomar conta do seu corpo e respire profundamente de novo.</li>
<li>Da lista que você escreveu, escolha uma das atividades (de preferência a que você mais gosta) para virar negócio. Se você perceber que consegue conectar mais de uma para criar algo novo, crie. Depois de escolhido, pense em quatro negócios que você poderia criar com aquilo que você gosta. Tente ser o mais preciso possível, mas se não der… tudo bem. É um exercício que pode ser feito muitas vezes. Depois de escrever os quatro negócios, imagine você criando, gerenciando e sendo bem sucedida fazendo cada um deles. Não pense em crise, dinheiro, aprovação, medo, contas a pagar e nada negativo. É só um exercício e o propósito dele é você perceber o que faz seu coração bater mais forte.</li>
<li>Agora, escolha qual dos quatro negócios você percebe que foi mais fácil você se imaginar sendo bem sucedida e coloque um preço. Para decidir qual preço cobrar, não precisa fazer uma pesquisa de mercado nem perguntar para pessoas quanto elas cobrariam por isso. Não precisa ser o preço inicial a ser cobrado, nem o final, mas algo que você considere justo de você receber por estar fazendo aquilo. Evite julgamentos de “ah, isso é caro e ninguém vai pagar” e pensamentos similares a esse. O propósito é que você perceba que você pode sim receber dinheiro fazendo o que gosta.</li>
<li>Bom, até aqui você já tem uma ideia de negócio, um valor que você considera justo e então é hora de você compartilhar sua ideia com o mundo. Escolha pessoas de confiança para te dar apoio, te ajudar a desenvolver e dar forma a essa ideia. Evite dividir com aquela prima/tia/sobrinha/sogra/amiga que vai te colocar para baixo e te fazer desistir. Mapeie também empresas e parceiros que você acha que podem te ajudar a impulsionar essa ideia para que, quando ela tiver mais formatada, você possa apresentar para elas e fazer negócio.</li>
</ol>
<div></div>
<div>Se você conseguiu fazer o exercício completo, parabéns! Quando eu fiz a primeira vez, minha alegria era tão grande que eu mal conseguia conter meu riso. Mas se você não conseguiu completar o exercício, não se preocupe. Dê tempo ao tempo… Refaça o exercício uma e outra vez, com calma e tranquilidade, sem se cobrar demais.</div>
<div></div>
<div>Se você acha que precisa de alguém para te guiar nessa busca, um coach, um mentor ou até um terapeuta podem ser ferramentas fantásticas nesse caminho. Para te ajudar a decidir qual dos dois escolher, escrevi um texto sobre as diferenças entre o trabalho desses profissionais e quando procurar um ou outro.</div>
<div></div>
<div>Inclusive indico alguns coachs cujo trabalho conheço e confio. Em São Paulo, o <a href="http://innerselfterapias.com.br/profissionais/">Inner Self </a>tem um time de coachs capacitados e um <a href="http://innerselfterapias.com.br/inner-action/">processo de coaching em grupo</a> (presencial) que tem dado excelentes resultados. No Rio de Janeiro, <a href="https://www.facebook.com/inannadesenvolvimentofeminino/">Marcela Zaroni</a> é especializada em coaching para mulheres iniciando seus negócios e também tem feito trabalhos fantásticos unindo intuição e negócios.</div>
<div></div>
<div><i>*Café com Empreendedoras é um evento realizado pela Rede Mulher Empreendedora para promover e facilitar o networking entre mulheres que tem seus próprios negócios.</i></div>
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		<title>E se der medo…?!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sara Matos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Jul 2016 18:56:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[coragem]]></category>
		<category><![CDATA[emoção]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedorismo]]></category>
		<category><![CDATA[medo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nas pesquisas que estou fazendo, percebo que uma das emoções que mais trava uma pessoa na hora de decidir ter sua própria empresa (ou não) é o medo. Eu tive e tenho medo de empreender. Por um tempo, esse medo me paralisou e me impediu de dizer “sim” para meus sonhos. Hoje, ele é um&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div>Nas pesquisas que estou fazendo, percebo que uma das emoções que mais trava uma pessoa na hora de decidir ter sua própria empresa (ou não) é o medo. Eu tive e tenho medo de empreender. Por um tempo, esse medo me paralisou e me impediu de dizer “sim” para meus sonhos. Hoje, ele é um grande aliado no meu crescimento como pessoa e como empreendedora.</div>
<p><span id="more-293"></span></p>
<div>O medo é uma das emoções básicas do ser humano e tem uma função importante: nos manter vivos. É ele que nos impede de pular de <em>bungee jump</em> sem equipamento de segurança ou de entrar numa jaula com um tigre achando que é um gatinho grande. É ele que nos impede que corramos riscos, mesmo aqueles que sabemos que não colocam nossa vida em perigo.</div>
<div></div>
<div>Quando comecei, meus medos tomaram algumas formas de “e se…”:</div>
<div>&#8211; E se… eu não der certo?</div>
<div>&#8211; E se&#8230; eu sentir falta do ambiente corporativo?</div>
<div>&#8211; E se&#8230; eu não tiver dinheiro o suficiente?</div>
<div>&#8211; E se&#8230; eu não tiver apoio?</div>
<div></div>
<div>A lista era enorme. Aliás, não deixou de ser. O que mudou foi a forma como enxergo e respondo ao medo de ter minha própria empresa.</div>
<div></div>
<div>Sentir medo é algo inerente e necessário para nossa vida. Nosso cérebro foi construído ao longo do tempo para que essas emoções básicas (medo, raiva, alegria, tristeza e nojo) ajudassem a perpetuar nossa espécie. Só que o ser humano de hoje conta com uma complexidade de emoções e situações bem diferentes das que nossos ancestrais viveram, mas nosso cérebro ainda responde às situações da mesma forma de sempre. Hoje, não corremos o risco de esbarrar com um leão ou um urso ali na esquina e morrer comido por eles, mas mesmo assim nosso cérebro interpreta cada situação (simples ou não) como se fossem “leões” que encontramos e trazem à tona aquela sensação de “matar ou morrer”.</div>
<div>
<div></div>
</div>
<div>Existem alguns tipos de medo, variando de um grau mais leve, o receio (a antecipação da possibilidade de um perigo), passando pela ansiedade (inabilidade em lidar com uma ameaça real ou imaginária), podendo chegar a pânico (consequência da inabilidade de reduzir o perigo) e ao terror, que é a maior intensidade de medo sentida pelo ser humano. Mesmo dentro de cada um desses tipos de medo há uma variedade de intensidade. A ansiedade pode vir de uma forma mais branda, como uma hesitação, podendo chegar a uma preocupação exacerbada que impede a ação. Saber o grau de intensidade que você experiência o medo pode fazer toda a diferença no seu dia-a-dia como empreendedor.</div>
<div>
<div></div>
</div>
<div>Quando eu comecei a montar minha empresa (até já falei antes um pouco sobre isso), um pensamento era muito recorrente na minha cabeça “será que vou ter dinheiro o suficiente para viver ou passar fome?”. Racionalmente, não havia motivos para pensar assim, até porque eu tinha um dinheiro guardado para me deixar minimamente segura por uns 6 ou 8 meses. Mesmo assim, o receio que eu tinha de ficar sem dinheiro aumentava e eu passei a dormir mal, pensando no que eu ia comer nos próximos dias. À medida que meu medo ia aumentando, meu coração batia mais acelerado que o de costume e minha respiração começava a ficar ofegante sempre que eu recebia uma conta para pagar. Minhas mãos tremiam quando eu ia no supermercado. Eu estava com tanto medo de algo que não tinha acontecido que acabei “congelando”. Faltou muito pouco para eu entrar numa crise de ansiedade permanente. Foi então que comecei a perceber meu corpo, minhas reações e, principalmente, o que se passava na minha cabeça alguns segundos antes da manifestação física. Desde que trouxe esse nível de consciência para minha vida, o medo não diminuiu, mas a forma como eu respondo a ele e como o utilizo como aliado tem mudado. Em vez de ficar paralisada, penso que se eu estou com medo de ficar sem comer, vou trabalhar mais para ter, em vez de sentar e esperar que caia do céu, certo?!</div>
<div></div>
<div>Meu caminho é muito peculiar, e mesmo nele eu sei que tenho que aprender lições ainda valiosas com relação ao medo que sinto. Apesar de hoje eu estar mais consciente da forma como ele se manifesta, ele tem encontrado outras mais sutis e desafiadoras. Sigo respirando e me entendendo. E se você também está no caminho, está com medo e quer saber os passos que dei, aqui vão:</div>
<div><b>&#8211; Meditação.</b> Consciência do corpo é fundamental para identificar a manifestação do medo e não permitir que ele chegue ao nível do pânico. Yoga também ajuda bastante.</div>
<div><b>&#8211; Identificação da fonte do medo.</b> Olhe para o que você sente e tente identificar qual a situação mais antiga que você se lembra de ter sentido isso. Nosso cérebro cria caminhos neurais para cada situação que vivemos. Nosso medo de hoje é a resposta que ele aprendeu a uma situação que vivenciados no passado e há meios de “desprogramar&#8221; isso.</div>
<div><b>&#8211; Entenda quais as suas reações construtivas e destrutivas a partir desse medo.</b> E escolha viver a reação construtiva!</div>
<div></div>
<div>Se, por acaso, você percebe que o medo de empreender aumentou demais, está te atrapalhando porque parece que ele controla suas ações, pensamentos e reações, não o contrário, procure a ajuda de um especialista no assunto. Fechar os olhos para o que sentimos não é a melhor estratégia. O melhor é sempre entendermos como nos sentimos, até para lidarmos de uma forma mais saudável conosco e com o mundo que nos rodeia.</div>
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		<title>Falhei. Como isso foi acontecer?!</title>
		<link>https://saramatos.com.br/2016/05/06/falhei-como-isso-foi-acontecer/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Sara Matos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 May 2016 18:36:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[emoção]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedorismo]]></category>
		<category><![CDATA[mente]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Esse é um daqueles assuntos que pouca gente quer falar no empreendedorismo. E quando fala, usa algumas fórmulas já tão batidas: “erros comuns que fazem o negócio falir”, “empreendedor vai falhar várias vezes antes de dar certo” ou “falhar é parte do processo&#8221;. Jura ?! Sério mesmo?! Não sabia! (alto nível  de ironia aqui, hein?!) Sabe, me lembro da primeira vez que senti que falhei na minha vida. Quer dizer, provavelmente existiram outras tantas antes dessa, mas essa foi a que me veio primeiro à memória com aquele sentimento tão conhecido de “me lasquei”. Estava na 4a série e tirei minha primeira nota abaixo da média. Não qualquer nota, eu tinha tirado um 4 em história (eu odiava e continuo odiando ter que decorar coisas). Meu ponto aqui não é fazer uma crítica ao nosso ultrapassado sistema de ensino, mas sim mostrar como uma experiência que acontece durante um&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div>Esse é um daqueles assuntos que pouca gente quer falar no empreendedorismo. E quando fala, usa algumas fórmulas já tão batidas: “erros comuns que fazem o negócio falir”, “empreendedor vai falhar várias vezes antes de dar certo” ou “falhar é parte do processo&#8221;. Jura ?! Sério mesmo?! Não sabia! (alto nível  de ironia aqui, hein?!) </div>
<p><span id="more-277"></span></p>
<div>Sabe, me lembro da primeira vez que senti que falhei na minha vida. Quer dizer, provavelmente existiram outras tantas antes dessa, mas essa foi a que me veio primeiro à memória com aquele sentimento tão conhecido de “me lasquei”. Estava na 4a série e tirei minha primeira nota abaixo da média. Não qualquer nota, eu tinha tirado um 4 em história (eu odiava e continuo odiando ter que decorar coisas). Meu ponto aqui não é fazer uma crítica ao nosso ultrapassado sistema de ensino, mas sim mostrar como uma experiência que acontece durante um momento da vida pode gerar um padrão para todo o resto dela. E, principalmente, mostrar que podemos aprender a lidar melhor com ele quando conhecemos como ele funciona. </div>
<div></div>
<div dir="ltr">No momento que recebi a prova e vi a nota, minha reação de criança foi me culpar. “Falhei no meu trabalho. Agora estou com medo de meus pais brigarem comigo. Eu não faço nada direito. Se eu tivesse estudado mais, me dedicado mais, não teria ido mal.” Então, para resolver o problema, escondi a prova (esperta, não?!). Se eles não soubessem da existência dela, o problema não existiria. Só que chegou o boletim e eu tive que enfrentar meu medo: expor para os meus pais minha falha. Ok que podem pensar que era só uma prova, mas meu ponto aqui é que, para uma menina de 12 anos, era a vida dela. Essa forma de lidar com falhas acabou virando padrão de reação na minha vida por muito tempo.</div>
<div></div>
<div dir="ltr">O que essa minha experiência tem a ver com empreendedorismo? Tudo! A forma como aprendemos, no passado, a lidar com novas situações acaba influenciando as nossas decisões de hoje. Para mim, com 12 anos, foi a melhor forma que eu achei para lidar com o fracasso, mas isso não significa que ainda hoje eu precise agir do mesmo jeito. Infelizmente, não é assim que nosso cérebro funciona. Ao viver uma situação nova, nosso cérebro registra “um caminho” e deixa ele ali, pronto para agilizar futuras reações. Ele age assim: “Passei por uma situação estressante e sobrevivi? Ótimo! Vou guardar esse padrão de ação para a próxima vez que uma situação parecida acontecer e eu poder agir mais rápido.” Então, quando você tem 20, 30, 40 ou 100 anos, se você não tem consciência do padrão e não muda, você reagirá da mesma forma sempre que uma determinada situação acontecer. O problema é que, quando você lidou pela primeira vez com um fracasso, você tinha uma idade e maturidade que não tem nada a ver com o que você é hoje. E quando você falha de novo, independente da idade que você tenha, você traz à consciência aquela criança/adolescente/adulto de &#8220;N&#8221; anos e sua forma de lidar com tudo aquilo para tomar uma decisão em vez de encarar a situação como nova e tentar resolve-la usando o conhecimento e a maturidade que você tem hoje.</div>
<div dir="ltr"></div>
<div>Tudo isso para poder te dizer uma coisa: enquanto vivos, estamos sujeitos a falhar. É parte natural da vida. A questão não é quando ou se você vai falhar, mas a forma como você lidou um dia com o fracasso vai ser um forte determinante de como você lidará com ele quando acontecer de novo. E como vai ser? Com medo de rejeição? Com culpa? Com raiva? Vai tentar fugir? E qual será sua estratégia de fuga? Vai enfrentar? Como?</div>
<div></div>
<div>Para quem está começando, para quem já está nesse caminho há algum tempo, e<span style="font-family:Arial;">ntender que hoje você tem escolhas, que pode e deve mudar padrões de pensamento que não estejam de acordo com seu momento de vida, é tão importante para o seu negócio quanto qualquer outra ferramenta que você use. Por isso, cada situação que você viver, tire o “piloto automático” do volante e se pergunte “como eu posso fazer diferente?”.</span></div>
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		<title>O lado do empreendedorismo que ninguém fala</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sara Matos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Apr 2016 18:08:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[emoção]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedorismo]]></category>
		<category><![CDATA[mente]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ano passado, resolvi empreender. Deixar a vida corporativa que não me satisfazia mais. Óbvio que vem à mente as questões óbvias: será que minha ideia vai dar certo? vou ter clientes? como vou colocar o negócio de pé? será que minha família vai me apoiar? Mas duas delas martelaram minha cabeça por muito tempo: como&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Ano passado, resolvi empreender. Deixar a vida corporativa que não me satisfazia mais. Óbvio que vem à mente as questões óbvias: será que minha ideia vai dar certo? vou ter clientes? como vou colocar o negócio de pé? será que minha família vai me apoiar? Mas duas delas martelaram minha cabeça por muito tempo: como vou me manter? (que às vezes eu trocava por algo mais extremo, do tipo “vou passar fome”) e será que eu tenho “estômago” para empreender?</p>
<p><span id="more-271"></span></p>
<p>Eu tinha uma carreira em uma multinacional bacana, um bom salário, com chefes legais de verdade, mas me sentia feito um peixe fora d`água e cansada porque eu tinha ideias diferentes. Acho que quem hoje tem sua própria empresa e já esteve numa situação assim como a minha sabe do que estou falando. E, oh… longe de mim questionar o caminho de cada um. De verdade! Conheci pessoas que amam o mundo corporativo, tinham planos de carreira bem estruturados e sabiam muito bem onde queriam chegar. Minha questão é que eu queria chegar em “A”, a empresa queria chegar em “B” e eu estava ficando maluca. Enfim… Se chega a hora em que temos que escolher entre a estabilidade de ter um salário fixo todo mês e fazer algo que faça seu coração vibrar, então já sabemos que é hora de buscarmos um caminho diferente.</p>
<p>Estou, oficialmente, empreendendo fulltime desde dezembro. Do dia da decisão, há mais de dois anos atrás, o caminho foi longo. LONGO. Não vou nem entrar em detalhes sobre os passos agora, porque pretendo fazer isso ao longo dos textos que vou publicar, mas queria falar do motivo pelo qual resolvi abrir esse canal e tentar ajudar empreendedores como eu: tem coisas que curso nenhum vai te ensinar. E é nessa parte que reside o assunto que pouca gente quer abordar: o lado escuro do empreendedorismo. Por lado escuro, me refiro a experiências desafiadoras, pensamentos, emoções e comportamentos que são despertados (ou amplificados) enquanto empreendemos e que trazem desconforto para nossa vida. Ainda não vi um curso que me ajude, como empreendedora, a lidar com o medo, rejeição, ansiedade, tristeza, falha, luto e tantas outras emoções e sentimentos que são considerados tabus dentro do empreendedorismo. A lista é enorme, você e eu sabemos disso.</p>
<p>Para “piorar” esse tabu, o empreendedor é levado a acreditar que ele tem que dedicar 300% do seu tempo para fazer a empresa crescer. Para conseguir isso, ele dorme pouco, não se exercita, come de forma inadequada e em horas inadequadas e o tempo para dedicar a si mesmo, seu lazer e seus amigos e familiares fica pra quando dá. Fazer isso por alguns dias, para dar aquele gás na ideia, é natural que aconteça. O problema, como sempre, reside nos exageros. Não é ruim o dedicar-se intensamente ao seu objetivo, mas dedicar-se exclusivamente a ele sim pode te prejudicar. Aos poucos, o empreendedor vai se convencendo que a única coisa importante na sua vida é fazer sua empresa dar certo. E quando ela dá certo, ele se convence que tem que continuar ali e fazer ela crescer. E quando ela cresce, ele se convence que tem que se dedicar mais para que ela… Assim ele vai até que o próprio corpo dê sinais de que é hora de parar.</p>
<p>E sabe uma coisa que eu descobri? Talvez seja óbvia para muita gente, mas para mim foi tipo &#8220;heureca!”, é que a empresa, principalmente nos primeiros estágios, é um grande espelho do seu dono e reflete diretamente aquilo que ele é (quer ele saiba disso de forma consciente ou não). Não só na forma como ele lida com toda a parte prática (finanças, controle, execução de projeto, etc), mas também como ele reflete na empresa seu sistema de crenças, suas emoções, sua saúde mental e, dependendo do caso, até sua história familiar. Vou abrir meu coração e contar um tiquinho da minha história para ilustrar porque cheguei nessa conclusão (nem sei se deveria fazer isso, mas já que estou na chuva mesmo, né?! bora lá!). Meu avô era empreendedor, meu pai é empreendedor. Os dois falharam. Para mim, Sara, empreender era falhar e levar minha família a passar necessidade por um tempo. E depois se erguer e continuar. Quando eu decidi empreender, sem que eu me desse conta, meu sistema de crenças (esse que achava que empreendedorismo = falhar = passar necessidade) foi ativado e eu tive medo. Ainda tenho, na verdade. Por isso que entre a decisão e a ação ficou um gap de 2 anos. A diferença que hoje eu sei que falhas acontecerão e que, se eu souber ser resiliente como eles foram, voltarei a crescer. Entende que minha visão saiu do negativo “vou falhar e causar sofrimento para mim e minha família” para o positivo “vou falhar e está tudo bem com isso… verei onde errei, aprenderei e voltarei a crescer depois”? Levei dois anos pra entender e ressignificar isso.</p>
<p>Onde eu quero chegar? A-há! Vamos juntar as peças… Ponto 1: a maior parte do mundo empreendedor (leia-se revistas, cursos, jornais, livros, meetings, hangouts, blábláblá) não quer falar sobre assuntos tabus. Ponto 2: o empreendedor quer cuidar da empresa e se relega a segundo plano. Ponto 3: a empresa é reflexo do dono dela. Juntando tudo isso, dá pra entender melhor os dados trazidos por uma pesquisa norte americana (o <a href="http://www.michaelafreemanmd.com/Research_files/Are%20Entrepreneurs%20Touched%20with%20Fire%20(pre-pub%20n)%204-17-15.pdf">link aqui</a>) que diz que, enquanto 32% dos trabalhadores comuns pesquisados tem um ou mais problemas de saúde mental, comparado com 49% dos empreendedores (vou falar um pouco mais sobre essa pesquisa, em um outro momento). Ainda não existem dados assim sobre o empreendedorismo no Brasil. E também não existem dados de como a saúde mental do empreendedor influencia na saúde financeira da empresa, mas eu sei que todo mundo tem um caso de um tia-da-amiga-da-prima-da-vizinha que tinha depressão e viu a empresa dela fechar no meio disso tudo.</p>
<p>Outro dia li um artigo sobre empreendedorismo falando que empreendedor não tem direito a ter depressão, a se sentir vulnerável, a demonstrar fraqueza. Esse artigo não poderia estar mais… ahn… errado. Para dizer o mínimo. Acima de qualquer coisa, somos humanos e temos sentimentos demasiadamente humanos. O “pulo do gato” não está em ignorar esses sentimentos ou se deixar levar por eles, mas em saber lidar com eles e usá-los para amadurecer.</p>
<p>E é disso que vou falar aqui sempre. Tabus, empreendedorismo, saúde mental e meus passos por aí. 🙂</p>
<p>O conteúdo <a href="https://saramatos.com.br/2016/04/08/o-lado-do-empreendedorismo-que-ninguem-fala/">O lado do empreendedorismo que ninguém fala</a> aparece primeiro em <a href="https://saramatos.com.br">Sara Matos</a>.</p>
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