Tenho conhecido pessoas com sonhos e desejos lindos, capazes de ir além do que imaginam. Pessoas com recursos financeiros e, principalmente, emocionais e comportamentais disponíveis para serem bem sucedidas onde quer que estejam, no que quer que façam. Ainda assim, parecem que elas tem uma pedra amarrada na perna que as impede de voar. Já se sentiu assim?

Há uma história de um homem que capturou uma águia ainda filhote e a criou em um galinheiro. Ela agia como uma galinha porque, como ela havia crescido junto delas, acreditava sinceramente que era uma galinha. Um dia, o homem resolveu libertar a águia. Foi até o teto e soltou o animal, que não agiu conforme sua natureza e caiu no chão sem voar. O homem entendeu que enquanto a águia vivesse no galinheiro, continuaria acreditando que pertencia àquele lugar. Então, ele levou a águia até o cume de uma montanha, no nascer do sol. Deixou que os raios do sol, o vento e todo aquele imenso céu azul despertassem na águia sua natureza real. Quando achou que já era hora,  jogou-a no ar para que voasse. Imediatamente ela lembrou quem ela era e voou para não mais voltar.
Parece uma história boba, mas entenda que ela mostra o poder de uma crença em alguém. Segundo a Wikipedia, crença é “o estado psicológico em que um indivíduo detém uma proposição ou premissa para a verdade, ou ainda, uma opinião formada ou convicção”; são ideias e percepções tidas como verdades absolutas por alguém. Todos temos crenças… verdades absolutas e irrefutáveis que orientam nossa vida mais do que imaginamos.
Existe uma frase famosa atribuída ao Henry Ford que diz: “se você pensa que pode ou pensa que não pode; de qualquer forma você está certo!”. Cada sistema de crenças produz pensamentos que geram uma ação e chegam em um resultado. Nem sempre este círculo ou circuito está no nível consciente, mas o que é importante saber é que ele pode ser quebrado desde que mexamos em uma de suas partes. Podemos interferir no resultado modificando a ação, e agindo diferente modificamos a forma como pensamos e assim, pensando diferente, modificamos nossas verdades absolutas.
Muitas das crenças que temos chegaram até nós em forma de ditados populares. Um exemplo desse sistema de crenças que está no coletivo é a que “lugar de mulher é em casa, cuidando da família”. Outras são criadas em nossas famílias e passadas de geração para geração. Algumas são inseridas em nossas vidas a partir da nossa própria experiência pessoal. Já conversei com pessoas que tinham crenças pessoais que faziam com que elas acreditassem que não tinham valor, que não mereciam ser amadas ou que tudo o que elas fizessem daria errado. Ou, ao contrário! Crenças que tornavam as pessoas mais resilientes, pois acreditam que “dias melhores virão” ou que “depois da tempestade vem sempre a bonança”. Tudo isso são crenças que nos ajudam ou nos travam na hora de empreender.
Você conhece suas crenças mais profundas? O que nos trava de viver nosso potencial está dentro de nós. Nossa mente é capaz de criar um paraíso ou um inferno. Saiba que é possível mudar isso. Se quiser, compartilhe conosco as crenças que você tinha e que conseguiu superar! No próximo texto, falarei um pouco mais sobre dois tipos de crenças: as limitantes e as facilitadoras.

Sobre o autor Sara Matos

Psicoterapeuta e empreendedora.

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