A utilização de plantas aromáticas como medicamento não é uma prática nova. Há registros de que já se conhecia o poder curativo de óleos essenciais na Índia há muitos anos, onde templos eram construídos com sândalos, e na China, onde há o registro do livro médico mais antigo que sobreviveu até hoje com informações sobre 100 plantas e seus potenciais de cura chamado Pen Tsao.

Um dos primeiros registros ocidentais que se tem conhecimento sobre o uso aromático de plantas está no Egito, e remonta ao tempo dos faraós. Eles usavam extratos das plantas em óleos para massagem pós banho e óleos essenciais para embalsamento de corpos. Suas práticas influenciaram todo o Oriente Médio, desde produtos de limpeza, até utilização de plantas aromáticas na construção de templos, como o templo do rei Salomão, que foi construído com pedra e cedro. Além dos egípcios, gregos também usavam óleos em seus banhos diários.

Avicena, médico árabe do séc. X aprimorou o sistema de destilação existente na sua época, acrescentando um tubo de resfriamento ao equipamento, o que possibilitou a primeira destilação de um óleo essencial puro, possivelmente o de pétala de rosas (Rosa centifolia). Esse foi um passo fundamental para que a aromaterapia, na forma como ela é hoje, pudesse existir.

Muito do que é a aromaterapia nos dias atuais se deve, na verdade, ao trabalho de franceses e italianos no séc. XIX e XX. O termo aromatherapie foi criado pelo químico francês Rene-Maurice Gattefossé, considerado o pai da aromaterapia. Dizem que, durante um experimento, ele explodiu seu laboratório e queimou a mão. Como ato reflexo, ele mergulhou a mão em um recipiente que continha óleo essencial de lavanda (I ❤️ lavanda!) e percebeu que a dor passou e sua recuperação foi muito mais rápida por causa do óleo. Além dele, outros também se destacam na pesquisa dos poderes curativos dos óleos essenciais e seus usos como Renato Gayola, que pesquisou em 1920 na Itália sobre os efeitos psicológicos dos óleos e essenciais, e Marguerite Maury, que pesquisava o efeito físico e emocional dos óleos essenciais das plantas usados em cosméticos e massagens.

Hoje, a aromaterapia começa a ser difundida no Brasil, mas já é bastante conhecida no restante do mundo. Por definição, aromaterapia é a prática complementar que utiliza a combinação de óleos essenciais preferencialmente com outros extratos naturais (óleos vegetais, tinturas, etc) para promover bem estar físico, emocional e psicológico do ser humano. Ela é usada para atuar não somente nos sintomas, mas principalmente em suas causas emocionais, auxiliando o corpo a buscar sua habilidade natural de atingir e manter equilíbrio e saúde.

No próximo texto, falarei mais sobre o que são óleos essenciais e seus poderes curativos.

Sobre o autor Sara Matos

Psicoterapeuta e empreendedora.

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