<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Sara Matos &#8211; Sara Matos</title>
	<atom:link href="https://saramatos.com.br/author/sarabmatos/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://saramatos.com.br</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Wed, 20 Oct 2021 15:24:40 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>https://saramatos.com.br/wp-content/uploads/2021/06/saramatosPrancheta-14@3x-150x150.png</url>
	<title>Sara Matos &#8211; Sara Matos</title>
	<link>https://saramatos.com.br</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>O Benefício Oculto de Recontar Histórias de Família</title>
		<link>https://saramatos.com.br/2019/12/04/o-beneficio-oculto-de-recontar-historias-de-familia/</link>
					<comments>https://saramatos.com.br/2019/12/04/o-beneficio-oculto-de-recontar-historias-de-familia/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sara Matos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Dec 2019 13:24:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[emoção]]></category>
		<category><![CDATA[constelação familiar]]></category>
		<category><![CDATA[família]]></category>
		<category><![CDATA[histórias de família]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://saramatos.com.br/?p=852</guid>

					<description><![CDATA[Desde que comecei a estudar e trabalhar com constelações familiares, percebo que crescemos sem ouvir a história dos que vieram antes de nós. Não sabemos nada sobre o que conduziu nossa família até aqui (e que, portanto, também faz parte de nossa história) e nos limitamos a achar que apenas o que vemos é o&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Desde que comecei a estudar e trabalhar com constelações familiares, percebo que crescemos sem ouvir a história dos que vieram antes de nós. Não sabemos nada sobre o que conduziu nossa família até aqui (e que, portanto, também faz parte de nossa história) e nos limitamos a achar que apenas o que vemos é o suficiente para conhecermos nossa família. Essa semana, saiu um artigo no Wall Street Journal que fala justamente sobre os benefícios das histórias de família para a formação da psiquê dos mais jovens, aqueles que chegaram por último no clã.</em></p>



<p><em>O link para a matéria original <a rel="noreferrer noopener" aria-label="está aqui. (abre em uma nova aba)" href="https://www.wsj.com/articles/the-secret-benefits-of-retelling-family-stories-11573468201?shareToken=st88bf0664e52a4ee8bc379bf39d03961a&amp;mod=djmc_pkt_evgrn" target="_blank">está aqui.</a> Traduzi o texto do inglês para o português lobo abaixo. </em></p>



<span id="more-852"></span>



<p>Contar histórias de família sobre o tio Joe louco ou outros parentes excêntricos é um passatempo favorito quando as famílias se reúnem para o feriado. Mas crianças inquietas ou adolescentes obcecados pelo Instagram se incomodam em ouvir?</p>



<p>Na verdade, as crianças absorvem mais informações das histórias de família do que a maioria dos adultos pensa. E esse conhecimento confere benefícios psicológicos surpreendentes, mostra a pesquisa.</p>



<p>As melhores histórias de férias são engraçadas ou divertidas e geralmente transmitem lições de vida, diz Robyn Fivush, professora de psicologia e diretora do Instituto de Artes Liberais da Universidade Emory. “Eles têm uma função muito importante no ensino das crianças,‘ eu pertenço aqui. Eu faço parte dessas histórias. &#8216;Eles fornecem não apenas um roteiro para a vida, mas um conjunto de valores e orientações &#8220;, diz ela.</p>



<p>Hannah Rose Blakeley, 26 anos, diz que ouvir histórias sobre seu falecido tio a levou a apreciar a desenvoltura de sua família diante das adversidades. Um veterano do Vietnã que já trabalhou como garimpeiro em campos de petróleo infestados de cascavel, seu tio vestiu grossas botas de couro, embrulhou-as em estopa, pisou na grama e capturou qualquer cascavel que enfiasse suas presas em seu equipamento de proteção. Depois ele os vendeu para laboratórios, onde o veneno deles era colhido para remédios.</p>



<p>&#8220;As histórias de família foram importantes para formar minha idéia do caráter da família&#8221;, diz Blakeley, doutoranda na Universidade de Princeton.</p>



<p>Mais de 90% dos adolescentes e adultos jovens podem recontar histórias de família quando perguntados, mesmo que pareçam desinteressados ​​quando as histórias foram contadas, de acordo com um estudo de 2018 de 66 famílias com filhos adolescentes e 194 estudantes universitários liderados por Natalie Merrill, pesquisadora de pós-doutorado. em Emory. E os jovens valorizaram as histórias por suas lições e idéias.</p>



<p>Histórias de família contadas pessoalmente têm vantagens sobre as mídias sociais. Em vez de os fragmentos da história e as imagens fixas exibidas na maioria dos aplicativos, as interpretações das crianças sobre as histórias da família podem evoluir e ganhar um novo significado à medida que amadurecem.</p>



<p>Matt Roveto, 24 anos, lembra que, quando criança, fugia quando eram contadas histórias nas reuniões de férias de sua família em Duxbury, Massachusetts. Os parentes descreviam como sua bisavó resgatou crianças judias do território nazista na Segunda Guerra Mundial. Ou como seu avô, quando adolescente na escola militar, jogou suas malas pela janela do segundo andar, pulou e fugiu no dia em que seus pais planejavam levá-lo para a faculdade. Seu avô se sustentou por um ano como mensageiro em Chicago antes de retornar, se matricular na faculdade e iniciar uma carreira como atacadista de roupas.</p>



<p>Embora Roveto não pensasse muito nas histórias quando criança, ele as levou a sério mais tarde como estudante universitário que aspirava a uma carreira de cineasta. Quando um professor sugeriu que ele passasse as férias de verão em Los Angeles trabalhando na indústria cinematográfica, &#8220;o pensamento aos 19 anos parecia louco&#8221;, diz ele. Mas ele sabia que seus avós tinham assumido riscos selvagens que resultaram bem. Por isso, dirigiu pelo país com um amigo, encontrou trabalho em seu campo e voltou com uma experiência valiosa e algumas histórias para contar. Desde então, Roveto se formou e trabalha em Nova York como diretor de fotografia.</p>



<p>Sua mãe, Hannah Roveto, de Duxbury, acredita que as histórias ajudaram a instilar um senso de aventura. &#8220;Eles mostram que você não precisa fazer o que todo mundo espera de você&#8221;, diz ela. &#8220;Você pode fazer algo um pouco louco e ainda voltar ao caminho que escolher.&#8221;</p>



<p>Hannah Rose Blakeley, à esquerda, e sua mãe, Cynthia, dizem que tiraram lições valiosas da vida de histórias de família contadas em reuniões de férias.</p>



<p><strong>As histórias intergeracionais ancoram os jovens como parte de um grupo maior, ajudando-os a desenvolver um senso de identidade. </strong>Em um estudo de 2008, os pesquisadores de Emory interrogaram 40 jovens de 10 a 14 anos em 20 questões de história da família, como como seus pais se conheceram ou onde seus avós cresceram.<strong> Aqueles que responderam corretamente a mais perguntas mostraram, em avaliações separadas, menos ansiedade e menos problemas de comportamento.</strong></p>



<p><strong>Os pais que incluem em suas histórias descrições de sentimentos que experimentaram na época, como angústia, raiva ou tristeza, e contam como lidaram com essas emoções exalando, reformulando ou acalmando-as, ajudam as crianças a aprender a regular suas próprias emoções, </strong>Dr. Diz Fivush. Pesquisadores de outro estudo pediram às famílias com crianças de 10 a 12 anos que relembrassem experiências felizes e negativas, e depois acompanharam dois anos depois. As crianças cujos pais explicaram emoções negativas e como as resolveram tiveram melhores habilidades sociais e acadêmicas.</p>



<p><strong>As histórias de família também podem servir como antídotos para a pressão que muitos adolescentes sentem para tirar boas notas, ingressar em uma faculdade de elite e desembarcar imediatamente em uma carreira estabelecida.</strong></p>



<p>Cynthia Blakeley, mãe de Hannah Rose Blakeley e instrutora de estudos liberais em Emory, gosta de contar histórias sobre sua falecida mãe, Shirley. Costureira e garçonete que sofria de ansiedade, sua mãe superou os obstáculos pessoais para cursar a faculdade nos 50 anos e embarcou em uma nova carreira como assistente social dos 60 aos 78 anos. &#8220;Esses foram os 18 anos mais felizes de sua vida&#8221;, Dr. Blakeley diz.</p>



<p>A história inspirou Blakeley a deixar de lado sua carreira de professora enquanto sua filha crescia, trabalhava em casa como editora e voltava a ensinar aos 50 anos. &#8220;Estar na frente de uma sala de aula pela primeira vez em 20 anos foi aterrorizante&#8221;, diz Blakeley. &#8220;Mas logo percebi que eu absolutamente amo ensinar.&#8221;</p>



<p>Às vezes, ela conta a história de sua mãe para seus alunos, dizendo: &#8220;Não se sinta muito estressado se a sua trajetória profissional não for acertada&#8221;.</p>



<p>É a estação em que os adultos podem querer pensar nas histórias que gostariam que os membros mais jovens da família conhecessem, diz Fivush. &#8220;Contar uma história pode parecer estranho na segunda-feira às 15h, mas durante o jantar de Ação de Graças, pode ser mais fácil dizer: &#8216;Sabe, eu estive pensando em uma história …'&#8221;, diz ela. Um bom lugar para começar é se perguntar: &#8220;Se eu tivesse que deixar as crianças com uma ou duas histórias, quais são as que eu gostaria que elas soubessem?&#8221;</p>



<p><a href="https://www.wsj.com/articles/the-secret-benefits-of-retelling-family-stories-11573468201?shareToken=st88bf0664e52a4ee8bc379bf39d03961a&amp;mod=djmc_pkt_evgrn" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="Texto escrito por Sue Shellenbarger para Wall Street Journal. (abre em uma nova aba)">Texto escrito por Sue Shellenbarger para Wall Street Journal.</a></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://saramatos.com.br/2019/12/04/o-beneficio-oculto-de-recontar-historias-de-familia/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Desinformado pelo Facebook</title>
		<link>https://saramatos.com.br/2019/03/07/desinformado_pelo_facebook/</link>
					<comments>https://saramatos.com.br/2019/03/07/desinformado_pelo_facebook/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sara Matos]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Mar 2019 12:15:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[emoção]]></category>
		<category><![CDATA[mente]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[consciencia]]></category>
		<category><![CDATA[dicas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://saramatos.com.br/?p=759</guid>

					<description><![CDATA[Editores de jornais e revistas sabem que as manchetes de artigos causam comoção e geram clicks em matérias e é por isso que as chamadas dos artigos estão cada vez mais exageradas. Agora, o que se observa é que não lemos mais a matéria em si, apenas o título e já nos sentimos informados de todo o conteúdo. Isso pode ter consequências sérias num curto prazo. A forma como nos informamos está nos tornando superficiais e reforçando o pensamento dual que separa tudo em "certo/errado" e "bem/mal", quando na verdade o mundo é muito mais complexo que isso.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Editores de jornais e revistas sabem que as manchetes de artigos causam comoção e geram clicks em matérias e é por isso que as chamadas dos artigos estão cada vez mais exageradas. Agora, o que se observa é que não lemos mais a matéria em si, apenas o título e já nos sentimos informados de todo o conteúdo. Isso pode ter consequências sérias num curto prazo. A forma como nos informamos está nos tornando superficiais e reforçando o pensamento dual que separa tudo em &#8220;certo/errado&#8221; e &#8220;bem/mal&#8221;, quando na verdade o mundo é muito mais complexo que isso. Veja a seguir a matéria traduzida, com grifos meus.</p>



<span id="more-759"></span>



<p><em>As prévias curtas do artigo fornecidas pelo Facebook podem fazer os usuários pensarem que sabem mais do que realmente fazem sobre um problema, de acordo com uma nova pesquisa publicada na Research &amp; Politics.</em></p>



<p><em>“As mídias sociais são tão diferentes dos tipos tradicionais de mídia. Em décadas passadas, o público tinha que escolher ligar a TV ou abrir um jornal para receber informações políticas. <strong>Hoje, recebemos essas informações inadvertidamente enquanto percorremos nossos feeds do Facebook e do Twitter.</strong> Além disso, essas informações podem vir de nossos amigos e familiares. Eu acho fascinante essa nova dinâmica ”, disse o autor do estudo, Nicolas Anspach, professor assistente de ciência política na York College of Pennsylvania.</em></p>



<p><em>No estudo, um grupo de 320 participantes leu um artigo do The Washington Post sobre a segurança de alimentos geneticamente modificados. Outro grupo de 319 participantes leu um feed de notícias do Facebook contendo quatro prévias do artigo, em que uma prévia era sobre alimentos geneticamente modificados. Um terceiro grupo de 351 participantes, que foi usado como controle, não leu nada.</em></p>



<p><em>Para testar seus conhecimentos sobre o assunto, os participantes foram então questionados sobre seis questões factuais sobre alimentos geneticamente modificados. Para testar sua confiança, eles também foram solicitados a estimar o número de perguntas que eles acreditavam que respondiam corretamente.</em></p>



<p><em>Os participantes que leram o artigo completo responderam à maioria das perguntas corretamente, enquanto aqueles que leram o Feed de Notícias responderam corretamente apenas uma pergunta com mais frequência do que o grupo de controle, em média. Mas os participantes que leram o Feed de Notícias eram mais propensos a superestimar seus conhecimentos, especialmente entre aqueles motivados a experimentar emoções fortes.</em></p>



<p><em>“As mídias sociais podem informar o público, até mesmo as pequenas visualizações de artigos que aparecem no Feed de notícias do Facebook.<strong> No entanto, com esse aprendizado, vem uma falsa confiança; alguns indivíduos (particularmente aqueles motivados por suas reações intestinais) acham que aprendem mais sobre o assunto do que realmente fazem ”</strong>, disse Anspach ao PsyPost.</em></p>



<p><em><strong>&#8220;Esse excesso de confiança pode se traduzir em maior participação política, mas a preocupação permanece sobre se a mídia social fornece informações suficientes para que os eleitores façam escolhas totalmente informadas.&#8221;</strong></em></p>



<p><em>“Em nosso experimento, usamos informações factuais para testar o aprendizado. Mas é importante reconhecer que há muito lixo compartilhado por meio das mídias sociais. Antes de ficarmos muito empolgados com a capacidade da mídia social de informar o público, devemos também considerar seu potencial para desinformar ”, explicou Anspach.</em></p>



<p><em>Em um estudo semelhante, Anspach e seus colegas descobriram que as pessoas são mais propensas a acreditar em comentários de mídia social mal informados sobre informações factuais embutidas em pré-visualizações de artigos.</em></p>



<p><em>&#8220;Suspeito que pesquisas futuras considerem fatores como idade ou alfabetização digital para entender melhor como o público reage aos fatos e à desinformação de maneira diferente&#8221;, disse Anspach.</em></p>



<p><em>O estudo, “Um pouco de conhecimento: Feed de notícias do Facebook e autopercepções de conhecimento”, foi escrito por Nicolas M. Anspach, Jay T. Jennings e Kevin Arceneaux.</em></p>



<p class="has-small-font-size">Link da matéria original no site PsyPost&nbsp;<a href="https://www.psypost.org/2019/03/people-who-read-facebook-article-previews-think-they-know-more-than-they-actually-do-53263?fbclid=IwAR3K9-sbq4xPezabsHUDORYngIrVzWCCcZrWN8tw41pvpb1DocZWGHT76s4" target="_blank" rel="noopener noreferrer">aqui.</a></p>



<p class="has-small-font-size">Link para o artigo científico original <a href="https://journals.sagepub.com/doi/10.1177/2053168018816189" target="_blank" rel="noopener noreferrer">aqui.</a></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://saramatos.com.br/2019/03/07/desinformado_pelo_facebook/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Como saber se a terapia está me ajudando</title>
		<link>https://saramatos.com.br/2019/02/08/como-saber-se-a-terapia-esta-me-ajudando/</link>
					<comments>https://saramatos.com.br/2019/02/08/como-saber-se-a-terapia-esta-me-ajudando/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sara Matos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Feb 2019 18:26:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Terapias]]></category>
		<category><![CDATA[benefícios]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[terapia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://saramatos.com.br/?p=745</guid>

					<description><![CDATA[É comum quem começa a fazer terapia se pergunte (e pergunte ao terapeuta): como é que eu sei se a terapia está fazendo algum efeito? Como vou saber se estou curada? Aqui vão alguns sinais de que o amadurecimento e a cura emocional estão acontecendo durante o processo terapêutico: Você respeita e cuida do seu&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>É comum quem começa a fazer terapia se pergunte (e pergunte ao terapeuta): como é que eu sei se a terapia está fazendo algum efeito? Como vou saber se estou curada? </p>



<span id="more-745"></span>



<p>Aqui vão alguns sinais de que o amadurecimento e a cura emocional estão acontecendo durante o processo terapêutico:</p>



<ol class="wp-block-list"><li>Você respeita e cuida do seu corpo. Cuidar do próprio corpo com afeto e respeito é uma das formas mais rápidas de compreender que algo está mudando. Se eu cuido de mim, eu abro espaço para me aceitar e me acolher como sou.</li><li>Você reage de forma menos exagerada a situações/pessoas que te incomodam. Quanto maior o tempo entre o estímulo/dor e a resposta negativa, maior sua inteligência emocional.</li><li>Você passa a assumir uma maior responsabilidade pelas suas emoções e reações. O comportamento do outro desperta em você emoções? É possível que o outro tenha tocado conteúdos sensíveis de sua vida. Trabalha-los te deixa menos suscetível a ter suas dores ativadas.</li><li>Você busca dar atenção e cuidar da sua saúde em todas as áreas da sua vida. Como vai sua saúde financeira? E sua saúde social? O autoconhecimento te possibilita enxergar áreas que que são afetadas pela sua saúde emocional e que precisam de mais atenção e cuidado</li><li>Você se cerca de pessoas que despertam e merecem seu melhor. É comum, após começar a terapia, você sentir que algumas pessoas estão em sua vida por apego emocional e começar a perceber que pode ter uma vida mais leve focando sua atenção em relacionamentos mais amorosos.</li><li>Você aprende a impor limites e sustenta-los. Esse é um dos grandes desafios da vida! Reconhecer e colocar limites, e saber que você é amado do mesmo jeito. Se você põe limites de forma amorosa e saudável e a pessoa se vai, talvez seja melhor para você.</li><li>Você passa a ter relacionamentos mais saudáveis e reais. É comum que, durante a terapia, seu círculo de amizades mude. Não se preocupe… Cultivar relacionamentos com base em emoções saudáveis e construtivas eleva seu bem-estar e felicidade.</li><li>Você se permite sentir qualquer emoção, até as mais &#8220;pesadas&#8221;. Emoção faz parte do ser humano. A maioria das doenças vem pela repressão do que sentimos. Entender que todas as emoções são válidas e tem um propósito libera você para senti-las. Emoção é vida.</li><li>Você se respeita mais e respeita seu tempo. Todos temos tempos diferentes e é libertador acolher que você pode seguir do seu jeito, no seu tempo e que está tudo bem!</li><li>Você reconhece o limite do outro e aprende a não forçar a barra. Ao reconhecer os seus limites, fica mais fácil também aprender a respeitar o do outro, indo até onde ele pode ir.</li><li>Você aprende a ser amoroso consigo mesmo. Aumentar sua capacidade de amar seu corpo, seu cabelo, sua idiossincrasia, com sua beleza ímpar é um dos &#8220;efeitos colaterais&#8221; da terapia.</li><li>Você começa a perceber que só pode dar ao outro aquilo que transborda em você. Nada menos que isso.</li><li>Você foca suas conversas pessoais mais em conteúdos construtivos e menos sobre a vida alheia. Fica mais fácil falar sobre assuntos úteis e positivos quando aprendemos a lidar com nossos &#8220;monstros interiores&#8221;.</li><li>Você valoriza sua caminhada e aprende a celebrar cada vitória alcançada. Não é fácil fazer uma revolução interna. Por isso, fica mais fácil sentir que cada passo dado tem seu valor e merece ser comemorado.</li><li>Você reconhece que toda situação tem vários lados. Em terapia, você começa a praticar empatia e aprender a ver o mundo pela perspectiva do outro. Isso abre horizontes e espaços de acolhimento.</li><li>Você reduz a exposição a tudo o que entorpece: substâncias, pessoas e outras distrações. E isso tem um efeito curador na sua vida: te ajudar a focar no que realmente te ajuda a ser cada vez melhor.</li><li>Você encontra formas de ser amoroso consigo mesmo e se perdoar quando algo não sai como você queria. A melhora do relacionamento com você mesmo é o maior &#8220;efeito colateral&#8221; de uma terapia e isso se reflete no seu relacionamento com o mundo.</li><li>Você entende que não há nenhum lugar para chegar, a não ser em você mesmo. A cura emocional é um processo e não um fim. Isso reduz enormemente a ansiedade de &#8220;precisar chegar em algum lugar&#8221;.</li></ol>



<p>Se você faz ou fez terapia, e até mesmo se conhece alguém que faça e percebeu as mudanças na vida dela, deixa aqui o que a terapia te ajudou ou mudou em você para melhor!</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://saramatos.com.br/2019/02/08/como-saber-se-a-terapia-esta-me-ajudando/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Como viver são em uma sociedade dirigida pelo medo</title>
		<link>https://saramatos.com.br/2019/02/01/como-viver-sao/</link>
					<comments>https://saramatos.com.br/2019/02/01/como-viver-sao/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sara Matos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Feb 2019 11:38:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Terapias]]></category>
		<category><![CDATA[ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[dicas]]></category>
		<category><![CDATA[emoção]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[saúde emocional]]></category>
		<category><![CDATA[saúde integral]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[terapeuta]]></category>
		<category><![CDATA[terapia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://saramatos.com.br/?p=735</guid>

					<description><![CDATA[O Brasil parece estar vivendo numa panela de pressão há algum tempo. Tenho a impressão, provavelmente pelo excesso de informações que chegam até mim, que estamos cada vez mais ansiosos e sem esperança de viver um futuro bom. Recebemos estímulos que nos deixam em estado de alerta, nos impelindo a reagir a tudo o que existe. Vivemos encurralados, com medo de não sobreviver, de perdermos tudo o que temos a qualquer momento. Sentimos isso todos os dias, praticamente sem tréguas. Como lidar com uma carga de estresse que vai ficando insuportável?]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<span id="more-735"></span>
<!--noteaser-->



<p>Você deve abrir jornais, redes sociais e até os grupos de mensagens de família e amigos e se deparar, todo dia, com uma cena comum: mensagens sobre desastres, mortes, corrupção, doenças, etc. Independente do conteúdo da mensagem ou de quem as diz, o que é falado implicitamente é que o seu futuro está ameaçado. Não importa qual seja o seu &#8220;lado&#8221;, o outro ameaça sua existência. Você pode até achar que essa mensagem vem apenas nas notícias que você lê, afinal quanta desgraça por aí, certo?! O que pouca gente percebe é que toda forma de comunicação em massa tem falado uma mesma linguagem: a do medo.</p>



<p>O cérebro é programado para detectar ameaças e nos manter vivos. Ele &#8220;enxerga&#8221; o mundo como uma grande selva e não diferencia um leão (predador real) de uma conta para pagar ou de uma grande oportunidade que não podemos deixar passar (predador imaginário). Ao se encontrar com esse predador, seu cérebro se prepara para defender a continuidade da vida desligando a área responsável pelo pensamento racional e lógico e ativando três reações básicas de sobrevivência: luta, fuga ou congelamento. Se o perigo é iminente e você sente que tem ferramentas para sair com vida, o corpo luta/foge. Se o perigo é grande demais e a vida está ameaçada, o corpo congela suas reações e você fica imóvel.</p>



<p>Se você está diante de um perigo, seu cérebro envia uma mensagem para corpo agir conforme seus recursos disponíveis e, por qualquer motivo, você não age, o corpo mantém toda a adrenalina e cortisol liberados como forma de autoproteção. &#8220;O leão pode estar a espreita, preciso ficar alerta&#8221;. No curto prazo, o conjunto cérebro-corpo conseguem lidar com isso. Porém, quando a carga de perigo é intensa demais devido a uma situação extremamente traumática vivida, ou os estímulos são pequenos, constantes e sem válvula de escape por um tempo considerável (que varia muito entre pessoas), o cérebro e o corpo respondem de acordo: insônia, desânimo, crises de ansiedade, medo do futuro, depressão, pânico, etc. É como se houvesse uma conversa na qual o cérebro diz &#8220;corpo, fique alerta!&#8221; e o corpo respondesse &#8220;eu estou e vou continuar! mas estou tão cansado&#8230;&#8221;</p>



<p>Mesmo que queiramos, não é possível ignorar o que acontece ao nosso redor. O cérebro reage aos estímulos apesar de nossa vontade consciente de não se deixar abater por nada. O que fazer então? Aqui minhas dicas:</p>



<ol class="wp-block-list"><li><strong><em>Tenha uma rede de apoio. </em></strong> É muito importante que você tenha um grupo de pessoas que possa te acolher quando você se sentir esgotado. Um abraço, ser ouvido com afeto sem julgamentos ou ser apoiado podem mudar seu estado emocional de uma hora para outra, te ajudando a encontrar novas soluções para suas questões e problemas. Quando encontramos pessoas que nos fazem sentir seguros no mundo, o corpo relaxa, saindo do estado de alerta, ajudando a encontrar recursos internos para lidar com a vida em si e seus desafios;</li><li><strong><em>Quando estiver ansioso, separe o que é racional e faz sentido do que não tem base na realidade.</em> </strong>Você acorda de manhã e lembra que esqueceu uma tarefa no seu trabalho. O que você faz? Lista as opções possíveis para resolver o problema, ou já começa a achar que será demitido, que nem precisa ir mais trabalhar, de tão incompetente que se sente por não ter conseguido lembrar de fazer uma tarefa? A primeira opção é um exemplo de uma ansiedade que tem uma razão aparente, pautada na realidade e que tem opções de solução. Já a segunda vem de uma ansiedade irracional, que faz exatamente isso: pega um fato corriqueiro e exagera sua proporção. Para evitar este caminho, converse com as pessoas sobre seus medos. Conversar sobre eles dará uma noção de realidade maior que manter o assunto somente na sua imaginação, onde ela pode ganhar uma proporção que não condiz com a realidade vivida. Checar os fatos, escrever ou falar sobre o assunto são formas de trazer suas inquietações para um plano concreto.</li><li><strong><em>Tenha ciência do que você realmente controla.</em></strong><em> </em>Independente da situação, há sempre um nível de decisão que você pode controlar e se responsabilizar por. O mar está cheio de plástico por causa de todos os dejetos que humanos jogam lá e você fica ansioso e com medo do que pode acontecer no futuro. Qual seu nível de responsabilidade ali? O que você pode fazer para contribuir para a redução de plásticos no mar? Se você encontrar uma solução que está dentro das suas responsabilidades e você pode controlar de maneira saudável, faça. Isso também se aplica a questões num nível mais pessoal. Sua contas do mês chegam e, com elas, aquela angústia de achar que não dará conta de tudo. O que está em seu controle nessa situação? Quem sabe reconhecer que contas precisam ser pagas, que há vida depois das contas ou até mesmo começar a fazer um planejamento financeiro? Há sempre uma decisão saudável em suas mãos e que pode ser tomada já.</li><li><strong><em>Diminua sua exposição a conteúdos sensíveis, principalmente se você não estiver se sentindo bem.</em></strong><em> </em>Alguns conteúdos consumidos podem trazer angústia, fazendo com que seu cérebro entenda que aquela notícia está acontecendo com você diretamente. Nos conectamos socialmente através da emoção e empatia, então quando alguns conteúdos sensíveis chegam ao nosso cérebro através dos cinco sentidos, eles podem ativar memórias antigas e até mesmo uma ideia de que aquilo está acontecendo com você. Uma forma de reduzir essa sensação é entendendo seus limites. Está estressado e cansado por causa de tanta coisa que já precisa lidar na vida pessoal todos os dias, e liga a TV no final do dia para ver jornais sobre violência? Evite. Reconheça que naquele dia você está no seu limite e que notícias podem ficar para amanhã.</li><li><strong><em>Busque de forma proativa por conteúdos construtivos.</em></strong><em> </em>Tudo o que você põe seu foco, é aí que está sua emoção, mente e corpo. Lembre que olhar também o que existe de bom no mundo, principalmente para relembrar seu cérebro e corpo de relaxar com um pouco de ocitocina (amor), dopamina (prazer) e serotonina (bom humor). Uma dieta emocional equilibrada contém também doses de afeto e esperança.</li><li><strong><em>Crie momentos para desestressar.</em></strong><em> </em>É fato comprovado que exercícios e meditação trazem benefícios no longo prazo, mesmo quando estamos em período de descanso. Caminhe, mexa o corpo; perceba sua respiração de forma consciente; medite e traga sua mente para o momento presente. Tudo isso ajuda a reduzir estados de ansiedade e medo de uma forma rápida e natural.</li><li><strong><em>Faça terapia.</em></strong><em> </em>Quando um conteúdo ressoa em suas emoções e encontra desconfortos seus latentes, é quando você mais se sente tocado por esse conteúdo. É possível que seu estado esteja sendo agravado por questões em aberto de sua história de vida. Fazer terapia pode ser uma forma de você se conhecer melhor, entender seus limites e viver emocionalmente saudável.</li></ol>



<p>É possível que você olhe a lista acima e se sinta ansioso de ter que executar tudo isso para conseguir viver de forma mais relaxada e centrada. Calma! Comece pequeno&#8230; o que é possível ser feito hoje, agora? Faça e comece a perceber os resultados.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://saramatos.com.br/2019/02/01/como-viver-sao/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Sobre Masculinidade Tóxica &#8211; Oito dicas para educar meninos</title>
		<link>https://saramatos.com.br/2019/01/24/sobre-masculinidade-toxica-oito-dicas-para-educar-meninos/</link>
					<comments>https://saramatos.com.br/2019/01/24/sobre-masculinidade-toxica-oito-dicas-para-educar-meninos/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sara Matos]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Jan 2019 14:08:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[emoção]]></category>
		<category><![CDATA[mente]]></category>
		<category><![CDATA[Terapias]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[empatia]]></category>
		<category><![CDATA[família]]></category>
		<category><![CDATA[homem]]></category>
		<category><![CDATA[masculino]]></category>
		<category><![CDATA[pai]]></category>
		<category><![CDATA[paternidade]]></category>
		<category><![CDATA[paternidade consciente]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[saudável]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[traumas]]></category>
		<category><![CDATA[violência]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://saramatos.com.br/?p=720</guid>

					<description><![CDATA[Há 10 dias, a Gillete lançou uma publicidade questionando a construção dos conceitos de masculino que hoje se mostram tóxicos, pois levam toda uma sociedade a mais dor e sofrimento. Se você ainda não viu, clique aqui. Se você já viu, deve ter se perguntado: &#8220;certo, agora tudo o que aprendi é tóxico e não&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há 10 dias, a Gillete lançou uma publicidade questionando a construção dos conceitos de masculino que hoje se mostram tóxicos, pois levam toda uma sociedade a mais dor e sofrimento. Se você ainda não viu, clique <a href="https://www.youtube.com/watch?v=koPmuEyP3a0" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>. Se você já viu, deve ter se perguntado: <em>&#8220;certo, agora tudo o que aprendi é tóxico e não serve&#8230; e como educarei meus filhos se eu só sei fazer daquele jeito?&#8221;</em></p>
<p><span id="more-720"></span></p>
<p>Opiniões ficaram divididas. Alguns experts opinaram sob o viés de marketing para questionar o novo posicionamento da marca, visto que por anos ela mesma sedimentou e lucrou com essa imagem de homem branco, de sucesso e que conquista mulheres com a barba perfeita. Além do fato de que agora parece mesmo é que a marca está mudando características de sua personalidade (se reposicionando) de uma forma brusca e, aparentemente, buscando retomar vendas ao se conectar com gerações mais jovens através de um discurso &#8220;politicamente correto&#8221;. Sobre marketing, apesar de ser uma de minhas formações, não tenho opinião formada. Prefiro deixar para quem trabalha diretamente com isso fazer suas análises e expor o que pensa. É possível que a empresa esteja realmente se apropriando de um discurso para apenas fazer uma mudança de posicionamento sem realmente mudar sua cultura interna ou ter intenções de lutar por uma causa e apenas lucrar com isso; como também pode ser que ela tenha mudado o <em>core</em> do negócio e decidiu fazer isso de forma abrupta para chocar, na estratégia de &#8220;arrancar o <em>band aid</em> de uma vez&#8221;. Só o tempo dirá.</p>
<p>Um outro grupo, questionou a publicidade pelo viés humano e social. Homens (em sua maioria) e mulheres passaram a emitir opiniões como &#8220;<em>mas agora meu filho vai ser fraco?&#8221;, &#8220;vou criar uma mulherzinha?&#8221;</em>&nbsp;,&nbsp;<em>&#8220;essa publicidade não mostra o que é ser homem de verdade!&#8221; </em>ou ainda<em> &#8220;é errado ser homem de verdade?&#8221;.</em> Essas formas de pensar me remetem a um ponto: normalizamos um masculino que acha que vulnerabilidade é fraqueza. O que esses homens e mulheres querem falar com as frases acima é: <em>&#8220;Eu cresci assim&#8230; Eu vivo assim&#8230; Meu pai era assim, o pai dele, e os homens da minha família também. É assim que fui educado. Agora vem você me dizer que tudo o que há dentro de mim é tóxico? Que eu sou tóxico e estou machucando meu filho?&#8221;</em>&nbsp;Há um conceito de certo/errado que é difundido de forma tão inconsciente que não questionamos se esses conceitos trazem saúde e paz, ou se nos levam a um destino de dor. Quando paramos de julgar algo por certo ou errado, e colocamos a realidade do quão doente podemos ficar se continuarmos com esses conceitos, talvez tenhamos uma saída. Todo mundo quer ser certo, ninguém quer ficar doente.</p>
<p>E o que é masculinidade tóxica? É uma masculinidade pautada em mitos repassados como verdades absolutas por gerações. Vejam alguns abaixo:</p>
<ol>
<li>Homem não chora. Guarde todos os sentimentos dentro de si, senão você é fraco.</li>
<li>Briga resolve tudo</li>
<li>Existem &#8220;coisas de menino&#8221; e &#8220;coisas de menina&#8221;</li>
<li>Se menino brinca com coisa de menina, ele é gay &#8211; e é rechaçado dentro e fora de casa</li>
<li>Homem precisa querer sexo o tempo todo. Se ele não quer, é gay.</li>
<li>É responsabilidade do homem cuidar APENAS das finanças da casa, e todo o resto (dividir tarefas domésticas e de criação de filhos) é responsabilidade da mulher</li>
<li>Todo homem tem que sustentar a casa sozinho</li>
<li>Pedir ajuda é para fracos (principalmente se a ajuda vier da mulher). Homem de verdade faz tudo sozinho.</li>
<li>Homem tem que ser competitivo, senão ele é engolido.</li>
</ol>
<p>Há uma saída? Sim! <em>*suspiros*</em> Como toda saída, ela é simples, mas não é fácil. Aqui vão oito dicas para te ajudar a criar meninos com um masculino mais saudável:</p>
<ol>
<li>Deixe de lado a atitude &#8220;isso é coisa de menino!&#8221; ou &#8220;garotos serão sempre garotos&#8221;. Quando vir dois garotos brigando, não os ensine que isso é ser homem. Ao invés disso, converse sobre sentimentos, sobre necessidades que não estão sendo satisfeitas e como eles podem lidar com isso de forma mais eficaz. Vai ser desconfortável no começo, pois vai exigir de você que também olhe os seus próprios sentimentos, mas vai ser muito bom.</li>
<li>Encoraje seus filhos a terem amigas, sem nenhuma conotação relacional além da amizade. Fazendo isso, você ensina seu filho a compreender quando uma garota está afim dele e quando ela não está e, principalmente, a respeitar mulheres.</li>
<li>Ensine seu filho um alfabeto emocional. Quando sabemos o que estamos sentindo é mais fácil de lidar com a situação.</li>
<li>Converse com seu filho. Mantenha um diálogo aberto sobre como pensam e como se sentem. Dessa forma, você ensina seu filho que é seguro ele se expressar e aprender a conversar sobre qualquer assunto.</li>
<li>Observe como seus filhos estão investindo seu tempo livre. Passam mais tempo interagindo com máquinas ou com pessoas? Para desenvolver empatia e ferramentas para lidar com emoções, é fundamental que a criança possa ter interações sociais que gerem aprendizados. É no contato com o outro que crescemos, pois aprendemos sobre nós mesmos e sobre como lidar com o outro de forma saudável e construtiva.</li>
<li>Ensine sobre a importância de se colocar no lugar do outro, ver o mundo pela perspectiva do outro. Empatia é a habilidade do futuro.</li>
<li>Observe suas atitudes como pai e mãe dentro de casa. Como você lida com o masculino? Você replica dentro de casa alguns desses mitos acima? Você expressa suas emoções de forma segura ou enterra tudo? Crianças aprendem com o exemplo mais do que com palavras.</li>
<li>E por último, repense que modelo você quer ser para seu filho. Você está na sua melhor versão? Está educando um filho para respeitar e viver num ambiente socialmente saudável ou para replicar conceitos que, em outro tempo foram úteis, mas que agora podem criar uma sociedade disfuncional?</li>
</ol>
<p>Duas dicas: 1. ouça <a href="https://www.b9.com.br/90177/mamilos-145-masculinidade-e-sentimentos/" target="_blank" rel="noopener">esse podcast do Mamilos</a>. É uma conversa honesta de 4 homens sobre masculinidade e sentimentos. Vale a pena! 2. Veja esse documentário: <a href="https://www.netflix.com/br/title/80076159" target="_blank" rel="noopener">The Mask You Live In &#8211; Netflix</a>.</p>
<p>A mudança começa por você. Por isso, se você sente que precisa de ajuda, busque alguém. Recebo semanalmente em meu consultório homens que sentem como se vivessem em uma panela de pressão, sem saber o que fazer com tanta coisa que está dentro deles, sem saber definir o que sentem. Você não precisa passar por isso sozinho.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://saramatos.com.br/2019/01/24/sobre-masculinidade-toxica-oito-dicas-para-educar-meninos/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Abraços podem ajudar a proteger contra angústia relacionada a conflitos</title>
		<link>https://saramatos.com.br/2018/12/12/abracos-podem-ajudar-a-proteger-contra-angustia-relacionada-a-conflitos/</link>
					<comments>https://saramatos.com.br/2018/12/12/abracos-podem-ajudar-a-proteger-contra-angustia-relacionada-a-conflitos/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sara Matos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Dec 2018 10:01:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[corpo]]></category>
		<category><![CDATA[emoção]]></category>
		<category><![CDATA[abraço]]></category>
		<category><![CDATA[amizade]]></category>
		<category><![CDATA[ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[consciencia]]></category>
		<category><![CDATA[felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[proteção]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[stress]]></category>
		<category><![CDATA[terapia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://saramatos.com.br/?p=703</guid>

					<description><![CDATA[Receber abraços pode proteger contra mudanças deletérias no humor associadas ao conflito interpessoal, de acordo com um estudo publicado em 3 de outubro na revista PLOS ONE, de Michael Murphy, da Universidade Carnegie Mellon, juntamente com as co-autoras Denise Janicki-Deverts e Sheldon Cohen. . Os indivíduos que se envolvem com mais frequência no toque interpessoal desfrutam de&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Receber abraços pode proteger contra mudanças deletérias no humor associadas ao conflito interpessoal, de acordo com um estudo publicado em 3 de outubro na revista <em>PLOS ONE, </em>de Michael Murphy, da Universidade Carnegie Mellon, juntamente com as co-autoras Denise Janicki-Deverts e Sheldon Cohen. .</p>
<p><span id="more-703"></span></p>
<p><span><strong>Os indivíduos que se envolvem com mais frequência no toque interpessoal desfrutam de melhor saúde física e psicológica e melhoram os relacionamentos. Os teóricos propuseram que o toque interpessoal beneficia o bem-estar ajudando a amenizar as consequências deletérias do estresse psicológico, e o toque pode ser um amortecedor particularmente eficaz do conflito interpessoal. </strong>Essa possibilidade tem importantes implicações potenciais para a saúde e o bem-estar, porque os conflitos com os outros estão associados a uma ampla gama de resultados psicológicos e físicos deletérios. No entanto, a generalização de pesquisas anteriores sobre este tópico é limitada porque os estudos se concentraram em grande parte no papel do toque nas relações românticas.</span></p>
<p><span>No novo estudo, Murphy e seus colegas se concentraram em abraços &#8211; um comportamento de apoio relativamente comum em que os indivíduos se envolvem com uma ampla gama de parceiros sociais. Os pesquisadores entrevistaram 404 homens e mulheres adultos, todas as noites, durante 14 dias consecutivos sobre seus conflitos, abraços, humor positivo e negativo. Receber um abraço no dia do conflito foi associado simultaneamente a uma menor diminuição das emoções positivas e a um menor aumento das emoções negativas. Os efeitos dos abraços também podem ter persistido, pois os entrevistados relataram uma atenuação contínua do humor negativo no dia seguinte.</span></p>
<p><span>Embora correlacionais, esses resultados são consistentes com a hipótese de que os abraços se amortecem contra mudanças deletérias no afeto associadas à experiência de conflito interpessoal. Embora mais pesquisas sejam necessárias para determinar possíveis mecanismos, de acordo com os autores, as descobertas da grande amostra da comunidade sugerem que os abraços podem ser um método simples, mas eficaz, de fornecer apoio a homens e mulheres que estejam sofrendo de angústia interpessoal.</span></p>
<p><span>Murphy acrescenta: “Esta pesquisa está em seus estágios iniciais. Ainda temos dúvidas sobre quando, como e para quem os abraços são mais úteis. No entanto, nosso estudo sugere que abraços consensuais podem ser úteis para mostrar apoio a alguém que esteja em um relacionamento duradouro ”.</span></p>
<h6><a href="https://neurosciencenews.com/hugs-conflict-distress-9961/" target="_blank" rel="noopener">Fonte: Neuroscience News</a></h6>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://saramatos.com.br/2018/12/12/abracos-podem-ajudar-a-proteger-contra-angustia-relacionada-a-conflitos/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O altruísmo pode ser treinado</title>
		<link>https://saramatos.com.br/2018/12/05/o-altruismo-pode-ser-treinado/</link>
					<comments>https://saramatos.com.br/2018/12/05/o-altruismo-pode-ser-treinado/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sara Matos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Dec 2018 09:20:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[corpo]]></category>
		<category><![CDATA[emoção]]></category>
		<category><![CDATA[mente]]></category>
		<category><![CDATA[Terapias]]></category>
		<category><![CDATA[afeto]]></category>
		<category><![CDATA[altruísmo]]></category>
		<category><![CDATA[aprendizado]]></category>
		<category><![CDATA[boas ações]]></category>
		<category><![CDATA[compaixão]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[gratidão]]></category>
		<category><![CDATA[meditação]]></category>
		<category><![CDATA[mindfulness]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://saramatos.com.br/?p=700</guid>

					<description><![CDATA[Seja a mudança climática e suas conseqüências, a crise de refugiados ou a distribuição injusta da riqueza, quando se busca soluções para esses desafios globais, as decisões de indivíduos como sua disposição de cooperar e atos altruístas são tão importantes quanto os acordos internacionais ou regulamentos nacionais. Isso é o que os cientistas chamam de &#8220;comportamento&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Seja a mudança climática e suas conseqüências, a crise de refugiados ou a distribuição injusta da riqueza, quando se busca soluções para esses desafios globais, as decisões de indivíduos como sua disposição de cooperar e atos altruístas são tão importantes quanto os acordos internacionais ou regulamentos nacionais. Isso é o que os cientistas chamam de &#8220;comportamento pró-social&#8221;.</p>
<p><span id="more-700"></span></p>
<p><span>Psicólogos da Universidade de Würzburg e do Instituto Max Planck de Ciências Humanas Cognitivas e do Cérebro, em Leipzig, publicaram os resultados de um estudo longitudinal que investigou a influência de vários treinamentos mentais sobre o comportamento pró-social durante vários meses.</span></p>
<h4><strong><span>Publicação em </span><em><span>Relatórios Científicos</span></em></strong></h4>
<p><span>Os resultados: “Conseguimos demonstrar que a pro-socialidade humana é maleável e que diferentes aspectos da pro-socialidade podem ser melhorados sistematicamente através de diferentes tipos de treinamento mental”, explica Anne Böckler-Raettig; Ela é professora júnior no Instituto de Psicologia da Universidade de Würzburg. Segundo ela, isso pode ser alcançado por meio de treinamentos que consistem em curtas práticas cotidianas, fáceis de implementar no dia a dia. Os cientistas publicaram os resultados de seu estudo na revista </span><em><span>Scientific Reports</span></em><span> do Nature Publishing Group.</span></p>
<p><span>“A pro-socialidade humana está no centro das sociedades pacíficas e é fundamental para enfrentar os desafios globais”, explica Böckler-Raettig. Comportamento pró-social é definido como um comportamento que é caro para o indivíduo e beneficia outros no nível individual ou de grupo. A pesquisa sobre cooperação e altruísmo tem sido o foco de muitas disciplinas, desde filosofia e psicologia até matemática e economia, biologia evolutiva e neurociência. No entanto, &#8220;surpreendentemente pouco se sabe sobre se e como as motivações altruístas humanas podem ser treinadas&#8221;, diz o professor júnior. Ela acredita que isso ocorre porque os modelos econômicos geralmente consideram a pro-socialidade como uma preferência social estável, cuja maleabilidade os cientistas consideram irrelevante por um longo tempo.</span></p>
<h4><strong><span>Treinando com diferentes focos</span></strong></h4>
<p><span>Os cientistas agora conseguiam provar que essa suposição estava errada. Ao longo de nenhum mês, os participantes foram treinados em diferentes tipos de treinamento mental baseado em meditação para esse propósito. Um módulo de treinamento foi sobre o aumento da atenção no momento presente e da consciência corporal &#8211; semelhante ao que é ensinado nas aulas de redução do estresse baseadas em <em>mindfulness</em> que são atualmente populares. Um segundo módulo focado em habilidades sócio-afetivas, como compaixão, gratidão e motivação pró-social. O terceiro módulo foi sobre a flexibilidade cognitiva e a capacidade de entender as perspectivas de outras pessoas.</span></p>
<p><span>&#8220;Estávamos principalmente interessados ​​em saber que treinamento mental seria eficaz para cultivar comportamentos motivados de forma altruísta, ou seja, um comportamento que é imediatamente direcionado para melhorar o bem-estar de outra pessoa&#8221;, detalha Anne Böckler-Raettig. Os resultados do estudo dão uma resposta clara a essa pergunta: apenas o segundo módulo, o chamado Módulo Afeto, teve um impacto direto na motivação dos participantes para buscar um comportamento altruísta. Após as unidades de treinamento, eles foram mais generosos, mais dispostos a ajudar espontaneamente e doaram maiores quantias para organizações de assistência social, por exemplo.</span></p>
<h4><strong><span>Um passo em direção a uma sociedade solidária</span></strong></h4>
<p><span>“Assim, o Módulo Afeto, que consiste em três dias introdutórios, reuniões semanais com professores e cerca de 30 minutos de prática diária ao longo de três meses, efetivamente impulsionou comportamentos altruístas, independentemente de como os exercícios foram combinados com outras práticas”, explica a psicóloga. diz. Nenhum desses progressos foi mensurável nos participantes após os dois outros módulos.</span></p>
<p><span>A conclusão que os cientistas desenham é clara: A motivação e o comportamento altruístas podem ser alterados por meio de práticas mentais simples, curtas e baratas. &#8220;Cultivar essas capacidades afetivas e motivacionais nas escolas, ambientes de saúde e locais de trabalho pode ser um passo eficaz para enfrentar os desafios de um mundo globalizado e avançar para a cooperação global e uma sociedade solidária&#8221;.</span></p>
<h6><a href="https://neurosciencenews.com/training-altruism-9991/" target="_blank" rel="noopener">Fonte: Neuroscience News</a></h6>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://saramatos.com.br/2018/12/05/o-altruismo-pode-ser-treinado/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O cheiro de lavanda é relaxante e pode ajudar a tratar a ansiedade</title>
		<link>https://saramatos.com.br/2018/11/28/o-cheiro-de-lavanda-e-relaxante-e-pode-ajudar-a-tratar-a-ansiedade/</link>
					<comments>https://saramatos.com.br/2018/11/28/o-cheiro-de-lavanda-e-relaxante-e-pode-ajudar-a-tratar-a-ansiedade/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sara Matos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Nov 2018 09:11:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[corpo]]></category>
		<category><![CDATA[Terapias]]></category>
		<category><![CDATA[ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[aroma]]></category>
		<category><![CDATA[aromaterapia]]></category>
		<category><![CDATA[calma]]></category>
		<category><![CDATA[cheiros]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[emoção]]></category>
		<category><![CDATA[lavanda]]></category>
		<category><![CDATA[óleo essencial]]></category>
		<category><![CDATA[técnica]]></category>
		<category><![CDATA[terapia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://saramatos.com.br/?p=697</guid>

					<description><![CDATA[Lavanda trabalha sua mágica relaxante ao nosso redor: das bordas do jardim às bombas de banho e ao amaciante de roupas. Mas por que não em nossos hospitais e clínicas? E qual é a ciência por trás da magia? Uma pesquisa publicada na revista Frontiers in Behavioral Neuroscience mostra pela primeira vez que o linalool composto vaporizado de lavanda&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Lavanda trabalha sua mágica relaxante ao nosso redor: das bordas do jardim às bombas de banho e ao amaciante de roupas. Mas por que não em nossos hospitais e clínicas? E qual é a ciência por trás da magia?</p>
<p><span id="more-697"></span></p>
<p><span>Uma pesquisa publicada na revista </span><em><span>Frontiers in Behavioral Neuroscience</span></em><span> mostra pela primeira vez que o linalool composto vaporizado de lavanda deve ser fundido &#8211; não absorvido nos pulmões &#8211; para exercer seus efeitos calmantes, que poderiam ser usados ​​para <strong>aliviar o estresse pré-operatório e transtornos de ansiedade</strong>.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong><span>Aromas calmantes</span></strong></h3>
<p><span>&#8220;Na medicina popular, há muito tempo se acredita que compostos odoríferos derivados de extratos de plantas podem aliviar a ansiedade&#8221;, diz o co-autor do estudo, Hideki Kashiwadani, da Universidade de Kagoshima, no Japão. </span><span>A medicina moderna ignorou esses colonos perfumados, apesar da necessidade de alternativas mais seguras às atuais drogas ansiolíticas (que aliviam a ansiedade), como os benzodiazepínicos.</span></p>
<p><span>Numerosos estudos confirmam os potentes efeitos relaxantes do linalol, um álcool aromático encontrado nos extratos de lavanda. </span>&#8220;No entanto, os locais de ação do linalol geralmente não foram abordados nesses estudos&#8221;, ressalta Kashiwadani.</p>
<p><span>Muitos presumiram que a absorção na corrente sanguínea via aérea levou a efeitos diretos sobre os receptores de células cerebrais, como os GABAARs &#8211; também alvo de benzodiazepínicos. Mas estabelecer o verdadeiro mecanismo dos efeitos relaxantes do linalol é um passo fundamental para o uso clínico em seres humanos.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong><span>Um nariz para o sucesso</span></strong></h3>
<p><span>Kashiwadani e seus colegas testaram ratos para ver se é o cheiro de linalol &#8211; isto é, estimulação de neurônios olfativos (sensíveis ao odor) no nariz &#8211; que desencadeiam o relaxamento.</span></p>
<p><span>“Observamos o comportamento de camundongos expostos ao vapor de linalol, para determinar seus efeitos ansiolíticos. Como em estudos anteriores, descobrimos que o odor de linalol tem um efeito ansiolítico em camundongos normais. Notavelmente, isso não prejudicou seu movimento ”. Isso contrasta com as benzodiazepinas e injeções de linalol, cujos efeitos sobre o movimento são semelhantes aos do álcool.</span></p>
<p><span>No entanto, de forma crucial, não houve efeito ansiolítico em camundongos anosmáticos &#8211; cujos neurônios olfativos foram destruídos (ou seja, não sentem cheiros) &#8211; indicando que o relaxamento em camundongos normais foi desencadeado por sinais olfativos provocados pelo odor de linalol.</span></p>
<p>Além disso, o efeito ansiolítico em camundongos normais desapareceu quando foram pré-tratados com flumazenil, que bloqueia os receptores GABAA responsivos às benzodiazepinas.</p>
<p><span>Quando combinados, esses resultados sugerem que o linalol não atua diretamente nos receptores GABAA, como os benzodiazepínicos fazem &#8211; mas deve ativá-los via neurônios olfatórios no nariz, a fim de produzir seus efeitos relaxantes&#8221;, explica Kashiwadani.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong><span>Chegando aos cinemas perto de você</span></strong></h3>
<p><span>&#8220;Nosso estudo também abre a possibilidade de que o relaxamento visto em camundongos alimentados ou injetados com linalol poderia, de fato, ser devido ao cheiro do composto emitido em sua respiração exalada.&#8221;</span></p>
<p><span>Por conseguinte, são necessários estudos semelhantes para estabelecer os alvos, a segurança e a eficácia do linalol administrado por diferentes vias, antes de passar para ensaios em seres humanos.</span></p>
<p><span>“Esses achados, no entanto, nos aproximam do uso clínico do linalol para aliviar a ansiedade &#8211; na cirurgia, por exemplo, onde o pré-tratamento com ansiolíticos pode aliviar o estresse pré-operatório e, assim, ajudar a colocar os pacientes sob anestesia geral de forma mais suave. </span><span>O linalol vaporizado também pode fornecer uma alternativa segura para pacientes com dificuldades de administração oral ou supositório de ansiolíticos, como bebês ou idosos confusos. ”</span></p>
<h6><a href="https://neurosciencenews.com/lavender-smell-relaxing-10076/" target="_blank" rel="noopener">Fonte: Neuroscience News</a></h6>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://saramatos.com.br/2018/11/28/o-cheiro-de-lavanda-e-relaxante-e-pode-ajudar-a-tratar-a-ansiedade/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crianças que experimentam violência no início da vida se desenvolvem mais rápido</title>
		<link>https://saramatos.com.br/2018/11/21/criancas-que-experimentam-violencia-no-inicio-da-vida-se-desenvolvem-mais-rapido/</link>
					<comments>https://saramatos.com.br/2018/11/21/criancas-que-experimentam-violencia-no-inicio-da-vida-se-desenvolvem-mais-rapido/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sara Matos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Nov 2018 09:02:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[emoção]]></category>
		<category><![CDATA[mente]]></category>
		<category><![CDATA[adolescente]]></category>
		<category><![CDATA[criança]]></category>
		<category><![CDATA[família]]></category>
		<category><![CDATA[infância]]></category>
		<category><![CDATA[maternidade]]></category>
		<category><![CDATA[pais]]></category>
		<category><![CDATA[paternidade]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[stress]]></category>
		<category><![CDATA[violência]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://saramatos.com.br/?p=694</guid>

					<description><![CDATA[Um estudo em Psiquiatria Biológica mostrou que a exposição à violência no início da vida &#8211; como abuso físico, emocional ou sexual &#8211; está associada ao envelhecimento biológico mais rápido, incluindo o desenvolvimento da puberdade e uma métrica celular de envelhecimento biológico chamada idade epigenética. Em contraste, crianças expostas a formas de adversidade no início da vida envolvendo&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[

Um estudo em <em>Psiquiatria Biológica</em> mostrou que a exposição à violência no início da vida &#8211; como abuso físico, emocional ou sexual &#8211; está associada ao envelhecimento biológico mais rápido, incluindo o desenvolvimento da puberdade e uma métrica celular de envelhecimento biológico chamada idade epigenética. Em contraste, crianças expostas a formas de adversidade no início da vida envolvendo privação &#8211; como negligência e insegurança alimentar &#8211; mostraram sinais de desenvolvimento da puberdade atrasado em comparação com seus pares.





<span id="more-694"></span>

<em>“[As descobertas] demonstram que diferentes tipos de adversidade no início da vida podem ter conseqüências diferentes para o desenvolvimento das crianças”,</em> disse a autora sênior Katie McLaughlin, PhD, que completou o estudo na Universidade de Washington. Resultados ruins de saúde física e mental associados à adversidade no início da vida têm sido atribuídos ao desenvolvimento acelerado. No entanto, as novas descobertas mostram que a adversidade relacionada à violência e à privação tem efeitos diferentes no desenvolvimento, indicando que o tipo específico de adversidade deve ser considerado para entender melhor como uma experiência afetará uma criança mais tarde na vida.





Nas crianças que sofreram violência precoce, o <strong>envelhecimento epigenético</strong> acelerado foi associado ao aumento dos sintomas de depressão. De acordo com os autores, isso significa que <strong>o envelhecimento biológico mais rápido pode ser uma das formas que a adversidade no início da vida “atinge a pele” para contribuir para problemas de saúde posteriores</strong>.

<span>As 247 crianças e adolescentes envolvidos no estudo tinham 8 a 16 anos de idade. <em>&#8220;Essas descobertas indicam que o envelhecimento acelerado após a exposição à violência no início da vida já pode ser detectado em crianças a partir dos 8 anos de idade&#8221;</em>, disse o Dr. McLaughlin.</span>

<span><em>“A cada novo estudo, parece que nosso apreço cresce com o enorme e persistente impacto da exposição precoce à violência. Este novo conhecimento exige um maior investimento social na redução da exposição de crianças à violência e para pesquisas biomédicas e psicológicas para reduzir o impacto dessas experiências ao longo da vida desses indivíduos vulneráveis ​​”</em>, disse John Krystal, MD, Editor de Biological Psychiatry.</span>

<span>Embora os pesquisadores não saibam se o envelhecimento epigenético acelerado é permanente ou se pode ser revertido, a associação entre as métricas de envelhecimento e os sintomas de depressão neste estudo pode oferecer uma maneira de os médicos identificarem crianças que precisam de ajuda. </span><span>A idade epigenética acelerada e o estágio da puberdade poderiam ser usados ​​para identificar jovens que estão se desenvolvendo mais rápido do que o esperado, dada sua idade cronológica e que poderiam se beneficiar da intervenção. </span><span>O estágio da puberdade é um marcador especialmente útil porque é fácil e barato avaliar por profissionais de saúde e pode ser usado para identificar jovens que podem precisar de serviços de saúde mais intensivos ”, disse o Dr. McLaughlin.</span>
<h6><a href="https://neurosciencenews.com/abuse-puberty-10130/" target="_blank" rel="noopener">Fonte: Neuroscience News</a></h6>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://saramatos.com.br/2018/11/21/criancas-que-experimentam-violencia-no-inicio-da-vida-se-desenvolvem-mais-rapido/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Memórias felizes de infância ligadas à uma melhor saúde na vida adulta</title>
		<link>https://saramatos.com.br/2018/11/14/memorias-felizes-de-infancia-ligadas-a-uma-melhor-saude-na-vida-adulta/</link>
					<comments>https://saramatos.com.br/2018/11/14/memorias-felizes-de-infancia-ligadas-a-uma-melhor-saude-na-vida-adulta/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sara Matos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Nov 2018 16:27:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[consciencia]]></category>
		<category><![CDATA[criança feliz]]></category>
		<category><![CDATA[emoção]]></category>
		<category><![CDATA[família]]></category>
		<category><![CDATA[felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[infância]]></category>
		<category><![CDATA[mãe]]></category>
		<category><![CDATA[maternidade]]></category>
		<category><![CDATA[mente]]></category>
		<category><![CDATA[pai]]></category>
		<category><![CDATA[pais]]></category>
		<category><![CDATA[paternidade]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[terapia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://saramatos.com.br/?p=691</guid>

					<description><![CDATA[As pessoas que têm boas lembranças da infância, especificamente suas relações com os pais, tendem a ter melhor saúde, menos depressão e menos doenças crônicas do que os adultos mais velhos, de acordo com pesquisa publicada pela American Psychological Association. “Sabemos que a memória desempenha um grande papel na maneira como entendemos o mundo &#8211;&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As pessoas que têm boas lembranças da infância, especificamente suas relações com os pais, tendem a ter melhor saúde, menos depressão e menos doenças crônicas do que os adultos mais velhos, de acordo com pesquisa publicada pela <em>American Psychological Association</em>.</p>
<p><span id="more-691"></span></p>
<p><span><em>“Sabemos que a memória desempenha um grande papel na maneira como entendemos o mundo &#8211; como organizamos nossas experiências passadas e como julgamos como devemos agir no futuro. Como resultado, há muitas maneiras diferentes pelas quais nossas memórias do passado podem nos guiar ”</em>, disse William J. Chopik, PhD, da<em> Michigan State University e</em> principal autor do estudo. <em><strong>&#8220;Descobrimos que boas lembranças parecem ter um efeito positivo na saúde e no bem-estar, possivelmente pela maneira como reduzem o estresse ou nos ajudam a manter escolhas saudáveis ​​na vida.&#8221;</strong></em></span></p>
<p><span>Os resultados foram publicados na revista </span><em><span>Health Psychology.</span></em></p>
<p><span>Pesquisas anteriores mostraram uma relação positiva entre boas lembranças e boa saúde em adultos jovens, incluindo maior qualidade de trabalho e relacionamentos pessoais, menor uso de substâncias, menor depressão e menos problemas de saúde, de acordo com Chopik. Ele e seu coautor, Robin Edelstein, PhD, da Universidade de Michigan, Ann Arbor, queriam ver como isso se aplica aos adultos mais velhos.</span></p>
<p><span>Além disso, grande parte da pesquisa existente concentrou-se nas mães e raramente examinou o papel dos pais no desenvolvimento infantil. Chopik e Edelstein procuraram expandir os estudos existentes para incluir reflexões dos participantes sobre suas relações com ambos os pais.</span></p>
<p><span>Os pesquisadores usaram dados de duas amostras nacionalmente representativas, o <em>National Survey of Midlife Development</em>, nos Estados Unidos, e o <em>Health and Retirement Study</em>, com um total de mais de 22.000 participantes. O primeiro estudo acompanhou adultos em seus 40 anos de idade por 18 anos e o segundo acompanhou adultos de 50 anos ou mais por seis anos. As pesquisas incluíram perguntas sobre percepções de afeto parental, saúde geral, condições crônicas e sintomas depressivos.</span></p>
<p><span><em><strong>Os participantes de ambos os grupos que relataram lembrar os níveis mais altos de afeto de suas mães na primeira infância tiveram melhor saúde física e menos sintomas depressivos mais tarde na vida. Aqueles que relataram memórias com mais apoio de seus pais também experimentaram menos sintomas depressivos</strong></em>, de acordo com Chopik.</span></p>
<p><span><em>“A descoberta mais surpreendente foi que pensamos que os efeitos iriam desaparecer com o tempo, porque os participantes estavam tentando lembrar de coisas que aconteceram às vezes há mais de 50 anos. Pode-se esperar que as lembranças da infância importem cada vez menos com o tempo, mas essas memórias ainda previam uma melhor saúde física e mental quando as pessoas estavam na meia idade e na idade adulta”,</em> disse Chopik.</span></p>
<p><span>Houve uma associação mais forte em pessoas que relataram um relacionamento mais amoroso com suas mães, observou Chopik, mas isso pode mudar.</span></p>
<p><span><em>&#8220;Esses resultados podem refletir as circunstâncias culturais mais amplas do momento em que os participantes foram criados porque as mães eram provavelmente os principais cuidadores&#8221;,</em> disse Edelstein. </span><em>“Com a mudança das normas culturais sobre o papel dos pais no cuidado, é possível que os resultados de estudos futuros de pessoas nascidas nos anos mais recentes se concentrem mais nas relações com seus pais.”</em></p>
<p><span>Chopik e Edelstein descobriram que os participantes com memórias positivas da infância também tinham menos condições crônicas no primeiro estudo de 7.100 pessoas, mas não no segundo estudo de 15.200, tornando os resultados menos diretos</span></p>
<p><span>Isso pode ser porque doenças crônicas como diabetes, doenças da tireóide e pressão alta eram raras em ambas as amostras, disse Chopik. Estudos futuros nessa área poderiam se concentrar mais de perto nas memórias da infância em idosos com condições crônicas.</span></p>
<h6><em><a href="https://neurosciencenews.com/childhood-memory-health-10145/" target="_blank" rel="noopener">Fonte: Neuroscience News</a></em></h6>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://saramatos.com.br/2018/11/14/memorias-felizes-de-infancia-ligadas-a-uma-melhor-saude-na-vida-adulta/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
