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	Comentários em: O que o dinheiro não compra	</title>
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		<title>
		Por: Sara Matos		</title>
		<link>https://saramatos.com.br/2022/03/08/o-que-o-dinheiro-nao-compra/#comment-22</link>

		<dc:creator><![CDATA[Sara Matos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Mar 2022 16:47:35 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://saramatos.com.br/?p=1975#comment-22</guid>

					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://saramatos.com.br/2022/03/08/o-que-o-dinheiro-nao-compra/#comment-21&quot;&gt;Jéssica Magalhães&lt;/a&gt;.

Jéssica, sua dúvida sobre o objeto e resultado final do processo terapêutico é muito válida! A psique tem seu próprio tempo de amadurecimento. Não há como prever o tempo linear em que cada coisa irá acontecer. Dentro do contrato que estabeleço com um cliente, eu ajusto minha linguagem para duas partes:
&lt;em&gt;1. O que ela vem buscar em terapia.&lt;/em&gt; Isso significa que todo mundo tem um objetivo para se chegar... &quot;quero me relacionar melhor com meu trabalho&quot;; &quot;eu tenho uma relação muito truncada com minha família&quot; e etc. Eu estabeleço isso de forma clara, afirmando que se é isso que essa pessoa vem buscar, eu vou buscar ter o compromisso de voltar nesse assunto, mesmo que a criança interior dela quiser falar sobre &quot;o rabo da lagartixa&quot; (ou seja, o que não tem relação direta ou indireta com o objetivo dela). Eu, Sara, acredito que autoconhecimento é um processo eterno, terapia não. E o mais &quot;mágico&quot; dessa minha decisão é que, nos processos que conduzo, a gente decide é hora de uma pausa. Eu entendo que meu papel como psicoterapeuta é dar suporte para a transformação e também apontar como essa pessoa sustenta isso no restante da semana que ela não está comigo.
&lt;em&gt;2. O que você vai ver, sentir, pensar e agir quando isso estiver encaminhado.&lt;/em&gt; Eu provoco alguém a visualizar o que vai acontecer, e inclusive corrijo rotas caso eu veja que o desejo da pessoa é irreal. Eu digo de forma realista &quot;isso não vai acontecer...&quot;. Tem gente que me chama de bruta, e eu acolho. Tem gente que me diz que eu trouxe clareza para a vida da pessoa, e eu também acolho. Se alguém me diz &quot;eu tenho questões com minha família, e quando eu resolver isso, minha relação com eles será fluida e fácil&quot;. Eu dou aquele choque de realidade &quot;não é possível você transformar sua família em algo que é desejo/idealização/ilusão seu para que você não sofra mais, só é possível nesse processo encontrarmos um caminho para você transformar essa relação a partir do seu posicionamento pessoal diante deles, nem que seja o de abrir mão de uma idealização que só te sufoca.&quot; (se tiver cliente minha lendo isso, vai confirmar que é assim que falo. kkkkkkkkk)
Isso, eu falo diretamente na sessão. Não ponho em contrato, nunca tive questões sobre minha entrega. Mas fica sempre muito claro o limite entre o que eu entrego e o que a pessoa deseja.
Espero ter tirado sua dúvida. Isso dá um post bem grande e detalhado. :)
Um beijo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://saramatos.com.br/2022/03/08/o-que-o-dinheiro-nao-compra/#comment-21">Jéssica Magalhães</a>.</p>
<p>Jéssica, sua dúvida sobre o objeto e resultado final do processo terapêutico é muito válida! A psique tem seu próprio tempo de amadurecimento. Não há como prever o tempo linear em que cada coisa irá acontecer. Dentro do contrato que estabeleço com um cliente, eu ajusto minha linguagem para duas partes:<br />
<em>1. O que ela vem buscar em terapia.</em> Isso significa que todo mundo tem um objetivo para se chegar&#8230; &#8220;quero me relacionar melhor com meu trabalho&#8221;; &#8220;eu tenho uma relação muito truncada com minha família&#8221; e etc. Eu estabeleço isso de forma clara, afirmando que se é isso que essa pessoa vem buscar, eu vou buscar ter o compromisso de voltar nesse assunto, mesmo que a criança interior dela quiser falar sobre &#8220;o rabo da lagartixa&#8221; (ou seja, o que não tem relação direta ou indireta com o objetivo dela). Eu, Sara, acredito que autoconhecimento é um processo eterno, terapia não. E o mais &#8220;mágico&#8221; dessa minha decisão é que, nos processos que conduzo, a gente decide é hora de uma pausa. Eu entendo que meu papel como psicoterapeuta é dar suporte para a transformação e também apontar como essa pessoa sustenta isso no restante da semana que ela não está comigo.<br />
<em>2. O que você vai ver, sentir, pensar e agir quando isso estiver encaminhado.</em> Eu provoco alguém a visualizar o que vai acontecer, e inclusive corrijo rotas caso eu veja que o desejo da pessoa é irreal. Eu digo de forma realista &#8220;isso não vai acontecer&#8230;&#8221;. Tem gente que me chama de bruta, e eu acolho. Tem gente que me diz que eu trouxe clareza para a vida da pessoa, e eu também acolho. Se alguém me diz &#8220;eu tenho questões com minha família, e quando eu resolver isso, minha relação com eles será fluida e fácil&#8221;. Eu dou aquele choque de realidade &#8220;não é possível você transformar sua família em algo que é desejo/idealização/ilusão seu para que você não sofra mais, só é possível nesse processo encontrarmos um caminho para você transformar essa relação a partir do seu posicionamento pessoal diante deles, nem que seja o de abrir mão de uma idealização que só te sufoca.&#8221; (se tiver cliente minha lendo isso, vai confirmar que é assim que falo. kkkkkkkkk)<br />
Isso, eu falo diretamente na sessão. Não ponho em contrato, nunca tive questões sobre minha entrega. Mas fica sempre muito claro o limite entre o que eu entrego e o que a pessoa deseja.<br />
Espero ter tirado sua dúvida. Isso dá um post bem grande e detalhado. 🙂<br />
Um beijo.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Jéssica Magalhães		</title>
		<link>https://saramatos.com.br/2022/03/08/o-que-o-dinheiro-nao-compra/#comment-21</link>

		<dc:creator><![CDATA[Jéssica Magalhães]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Mar 2022 16:00:21 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://saramatos.com.br/?p=1975#comment-21</guid>

					<description><![CDATA[Perfeito Sara!
Gosto muito da forma como você conduz seu conteúdo, traz assuntos importantes de forma lúcida e honesta. 
O medo de se tornar responsável pelo seu próprio processo e não ter a quem recorrer para culpar pelos resultados indesejáveis a não ser a si mesmo é o que reproduz em larga escala essa insegurança nos terapeutas de todas as linhas e nos profissionais do desenvolvimento humano, pois que deixar claro esse movimento de autoresponsabilidade que o cliente deve ter com seu processo afasta muitos interessados em &quot;resolver a vida&quot;.
A saúde mental é uma área tão pouco compreendida pela maioria da sociedade que os papéis não são tão claros e as relações comerciais que a envolvem carecem de uma linguagem mais objetiva e clara, com fins práticos e seu texto tocou exatamente neste ponto. 
Mas o que me deixou querendo mais foi justamente a compreensão de como definir a entrega que o cliente recebe como fruto da prática terapêutica?
Estabelecer um contrato resguarda ambas as partes, mas como definir o objeto do contrato e seus desdobramentos em uma linguagem clara e acessível que fortaleça essa relação para além do comercial, mas do subjetivo e completamente pessoal, intrínseco da personalidade e ritmo de cada um?
Sobre isso, não encontrei quem falasse ainda. Teria como dar um exemplo ilustrativo e elucidativo?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Perfeito Sara!<br />
Gosto muito da forma como você conduz seu conteúdo, traz assuntos importantes de forma lúcida e honesta.<br />
O medo de se tornar responsável pelo seu próprio processo e não ter a quem recorrer para culpar pelos resultados indesejáveis a não ser a si mesmo é o que reproduz em larga escala essa insegurança nos terapeutas de todas as linhas e nos profissionais do desenvolvimento humano, pois que deixar claro esse movimento de autoresponsabilidade que o cliente deve ter com seu processo afasta muitos interessados em &#8220;resolver a vida&#8221;.<br />
A saúde mental é uma área tão pouco compreendida pela maioria da sociedade que os papéis não são tão claros e as relações comerciais que a envolvem carecem de uma linguagem mais objetiva e clara, com fins práticos e seu texto tocou exatamente neste ponto.<br />
Mas o que me deixou querendo mais foi justamente a compreensão de como definir a entrega que o cliente recebe como fruto da prática terapêutica?<br />
Estabelecer um contrato resguarda ambas as partes, mas como definir o objeto do contrato e seus desdobramentos em uma linguagem clara e acessível que fortaleça essa relação para além do comercial, mas do subjetivo e completamente pessoal, intrínseco da personalidade e ritmo de cada um?<br />
Sobre isso, não encontrei quem falasse ainda. Teria como dar um exemplo ilustrativo e elucidativo?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Thais		</title>
		<link>https://saramatos.com.br/2022/03/08/o-que-o-dinheiro-nao-compra/#comment-20</link>

		<dc:creator><![CDATA[Thais]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Mar 2022 15:49:29 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://saramatos.com.br/?p=1975#comment-20</guid>

					<description><![CDATA[Amei!!! Exatamente isso, enquanto nos mantivermos só no externo, não tem cura. Nem os melhores cursos, os melhores profissionais. As respostas estão dentro. O olhar para dentro com apoio profissional sim é o caminho, e ainda assim, o tempo de jornada é incalculável, pq é algo para a vida toda. Eu brinco com meus clientes, que se alguém deseja pílula mágica, eu não sou a profissional adequada. ❤️ Amei o texto Sa. Muito esclarecedor é necessário.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Amei!!! Exatamente isso, enquanto nos mantivermos só no externo, não tem cura. Nem os melhores cursos, os melhores profissionais. As respostas estão dentro. O olhar para dentro com apoio profissional sim é o caminho, e ainda assim, o tempo de jornada é incalculável, pq é algo para a vida toda. Eu brinco com meus clientes, que se alguém deseja pílula mágica, eu não sou a profissional adequada. ❤️ Amei o texto Sa. Muito esclarecedor é necessário.</p>
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		<item>
		<title>
		Por: Kátia Franza		</title>
		<link>https://saramatos.com.br/2022/03/08/o-que-o-dinheiro-nao-compra/#comment-19</link>

		<dc:creator><![CDATA[Kátia Franza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Mar 2022 14:30:26 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://saramatos.com.br/?p=1975#comment-19</guid>

					<description><![CDATA[Ótimo texto, palavras importantes a serem ditas! Concordo contigo, e sigo na minha construção, re-construção e transformação! Grata pelo suporte profissional sempre!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ótimo texto, palavras importantes a serem ditas! Concordo contigo, e sigo na minha construção, re-construção e transformação! Grata pelo suporte profissional sempre!</p>
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